<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579</id><updated>2012-01-18T17:36:32.723-03:00</updated><title type='text'>Cícero Franco   -   Crônicas Modernas</title><subtitle type='html'>Crônicas escritas nestes últimos tempos em Floripa.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>55</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5191089081423684902</id><published>2010-06-08T10:28:00.000-03:00</published><updated>2010-06-08T10:29:02.579-03:00</updated><title type='text'>TRINTA-RÉIS</title><content type='html'>Hoje o dia é dos trinta-réis. Por que não sei. Bate um vento forte de sudeste e, há pouco, o sol cedeu lugar para nuvens densas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os trinta-réis são um tanto esquecidos por nós. Talvez por seu nome prosaico – dizem que onomatopéico, como o quero-quero e o bem-te-vi. Talvez por ser algo como o primo pobre das aves marinhas daqui. Os biguás e suas esquadrilhas, as barulhentas e desorganizadas gaivotas e mesmo as distantes fragatas, que parecem nunca descer dos céus, são bem mais populares que estas pequenas e acrobáticas aves. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, hoje, as gaivotas estão ao longe e os esporádicos biguás passam, em sua formação, também distantes. As fragatas nem se vê. Os trinta-réis, portanto, dominam os céus. Voam atentos com o bico formando quase que um ângulo reto com o corpo, vasculhando a superfície do mar. Chegam a parar contra o vento procurando peixinhos. Num instante, estolam o vôo e mergulham certeiros, saindo da água rapidamente com sua presa no bico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezenas destes pássaros executam manobras semelhantes, exceto um casal que permanece sobre uma pedra. Esporadicamente um alça vôo para se alimentar, mas sempre um deles permanece. Devem estar nidificando. De onde estou não é possível ver se há um ninho mesmo ali, mas a atitude do casal é bem típica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao longe, o Tabuleiro reina imponente banhado ainda de sol. Aqui o casal de trinta-réis permanece na pedra, olhando para o vento que escabela na calçada as pessoas e os jerivás.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5191089081423684902?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5191089081423684902/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5191089081423684902&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5191089081423684902'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5191089081423684902'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/06/trinta-reis.html' title='TRINTA-RÉIS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6252333179745505891</id><published>2010-06-04T13:47:00.000-03:00</published><updated>2010-06-04T13:49:17.652-03:00</updated><title type='text'>DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE</title><content type='html'>“A terra não pertence ao homem; o homem pertence à terra. Isto sabemos: todos as coisas estão ligadas. Há uma ligação em tudo. O que ocorrer com a terra recairá sobre os filhos da terra. O homem não tramou o tecido da vida; ele é simplesmente um de seus fios. Tudo o que fizer ao tecido, fará a si mesmo. “  Estas linhas foram escritas em 1854. E não foi escrito por nenhum apologista da sustentabilidade, mas por um índio. Este texto foi extraído da carta que o cacique Seatle mandou para o presidente dos Estados Unidos comentando o fato do governo daquele país querer comprar as terras de sua tribo. As terras que restaram. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como estamos no passado, avançaremos mais de um século, até 1972, quando, na Conferência de Estocolmo, a ONU estipulou que o cinco de junho passaria a ser o Dia Mundial do Meio Ambiente. Quase quarenta anos depois, estamos aqui em São José sem ter o que comemorar. Tínhamos todo o nosso município coberto pela Mata Atlântica. Hoje ainda temos 26%. É pouco? Se formos comparar com outros municípios, ainda é bastante. Por um lado, temos Santo Amaro da Imperatriz com 68%, por outro, Capivari de Baixo atingiu um ponto singular, 0%. No ritmo que estamos, breve São José não terá um único garapuvu para contar a história. &lt;br /&gt;Estamos aqui sem ter o que comemorar. Nossas florestas estão se degradando rapidamente na mão do homem que não pensa em seus filhos, que apenas pensa em si mesmo. Sim, porque estamos tomando um “empréstimo” do futuro. De nossos filhos, de nossos netos. O que destruímos agora fará falta amanhã. Nossos rios não passam de esgoto a céu aberto. Alguém, parado no ar condicionado de seu carro, esperando o sinaleiro abrir ao lado do Rio Araújo, abriu a janela e olhou o rio? Sentiu o cheiro? Há quantos anos a Terra abriga a vida? Milhões de anos. Há vinte anos, o Rio Araújo era vivo. Os mais antigos pescavam bagres, carás, lambaris em suas águas. Abra a janela do seu carro ao lado do Rio Araújo e olhe para ele. &lt;br /&gt;São José é um município que fica na beira do mar. Quantos de nós se lembram deste simples fato? Se olharmos para o monumento aos açorianos na praça do centro da cidade, vemos que eles chegaram do mar e ali levantaram a freguesia de São José da Terra Firme. E na freguesia estamos hoje de costas para o mar. Ele só nos serve para que joguemos nossos dejetos, como se fosse um grande “sumidouro”. &lt;br /&gt;Cinco de junho é o Dia Mundial do Meio Ambiente e não temos aqui nada para comemorar. Conclamo todos a fazer algo, um pequeno gesto, um movimento singelo na recuperação de nossos recursos naturais. Seja não jogando o esgoto de sua casa na rede pluvial, seja juntando um pedaço de plástico do chão, seja separando o lixo, seja reciclando o óleo da cozinha. Se todos nós fizermos algo, por menor que seja, teremos duzentas mil ações em prol do meio ambiente todos os dias, todas as horas e, no ano que vem, teremos sim o que comemorar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6252333179745505891?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6252333179745505891/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6252333179745505891&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6252333179745505891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6252333179745505891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/06/dia-mundial-do-meio-ambiente.html' title='DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-701136225309503496</id><published>2010-05-30T09:44:00.000-03:00</published><updated>2010-05-30T09:45:05.947-03:00</updated><title type='text'>RESSACA NA ARMAÇÃO</title><content type='html'>Fui instigado por um amigo a pensar um pouco e responder sobre o que fazer. Um caso bem concreto, a Ressaca na Praia da Armação, que, até agora, não se sabe quanta culpa o aquecimento global tem e quanto é de um fenômeno natural presente em praias compostas por areias ao sabor do mar e do vento, portanto móveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não nasci aqui e, portanto, não acompanhei esta ilha desde os anos 50. Mas comecei a freqüentar estas plagas a partir de 73, quando cruzei a Hercílio Luz com dois amigos num flamante Passat e fomos até o norte da ilha. Até uma colônia de pescadores chamada Ingleses do Rio Vermelho. Havia a Festa da Tainha e fomos extremamente bem recebidos, estranhos que éramos numa comunidade de pescadores. Inclusive ficamos bem mais tempo do que planejado, acampados numa praia quase deserta chamada Santinho. A partir daí eu me apaixonei pela ilha e comecei a freqüentá-la. Entretanto, só consegui vir de muda para cá quase trinta anos depois. Mas cá estou. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Me lembro que a Praia da Armação tinha uma faixa de areia bem extensa e que ela, aos poucos, foi sendo tomada pelo mar. Isto é um fenômeno natural. Porém, mesmo com este avanço lento e constante, o homem teve sua influência na aceleração do fenômeno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conversando com pescadores, fiquei sabendo que o fechamento da barra do Rio Sangradouro para o lado da Armação, mudou a praia. O objetivo foi preservar a Armação livre da poluição do Rio. Ou seja, em vez de impedir que ele fosse poluído por esgoto humano no seu pequeno trajeto entre a Lagoa do Peri e o mar, foi mais prático desviá-lo. Mais uma vez varreram o pó para baixo do tapete.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele me falou que a praia sofreu com isto, tendo em vista a ação do vento leste, a lestada. Do mesmo modo, conforme o vento, os próprios pescadores passaram a ser obrigados a retirar seus barcos da Armação, levando-os até a Ilha do Campeche, o que significa sempre despesas extras, além de períodos fora de casa, pois, levando os barcos para lá, não têm como voltar, até mudar o vento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não entendo muito disto, pois me falta conhecimento científico sobre esta ação dos ventos e do mar, mas estou relatando o que me contaram. Ou seja, houve uma ação humana ali. Os pescadores pedem ou um molhe longo na foz do rio ou que se retirem aquelas pedras de lá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então aí vai a proposta que faria. Que, antes de mais nada, se escute quem tem conhecimento disto, seja por viver a vida inteira ali, seja por ter conhecimento científico obtido nos bancos da UFSC ou da UDESC ou onde for. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resolverá jogar pedras na praia? Para mim é uma situação emergencial. Como as crianças na praia a construir um murinho para proteger o castelo de areia da ação das ondas que insistem em subir. Algo paliativo apenas, mas que não conterá o mar. Tem a proposta de dragar o fundo do mar naquele local, onde há um depósito de areia e jogá-la na praia, reconstruindo-a. Seria acelerar um movimento que o próprio mar faz ao longo dos anos. Tira a areia daqui, joga ali. É algo caro, mas que resolveria, com manutenção periódica, a situação da Armação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece que a vida construída sobre a areia da praia, se dá de modo precário. Ranchos e construções simples, que podem ser retiradas e erguidas em outros locais ou mesmo perdidas sem muito prejuízo. Assim deveria ser. Só que se construiram cidades, com belas e dispendiosas casas, em locais impróprios para tal. O mesmo que está acontecendo também na Barra da Lagoa e em Canasvieiras. Como acontece na Cidade do México, construída sobre um lago, em New Orleans, no caminho dos furacões, no Baú, no Morro do Bumba e tantos outros locais. Entretanto, a responsabilidade seria dos órgãos públicos que, no lugar que cobrar IPTU, levar água, luz, arruamento até lá, precisariam estar preparados, com base no conhecimento dos terrenos envolvidos, e dizer não, naquele local não pode. Mas a sanha arrecadatória é mais forte que o bom senso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Temos que ter uma ação preventiva e não apenas remover os flagelados depois do flagelo acontecer e decretar estado de emergência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em que outros locais isto acontecerá? Quando? Que ação será tomada? E nem cheguei a falar no aquecimento global.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-701136225309503496?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/701136225309503496/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=701136225309503496&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/701136225309503496'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/701136225309503496'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/05/ressaca-na-armacao.html' title='RESSACA NA ARMAÇÃO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6337661212692452482</id><published>2010-05-16T21:12:00.000-03:00</published><updated>2010-05-16T21:13:02.087-03:00</updated><title type='text'>A ESPERA</title><content type='html'>Não tem vento nem sol. O céu fechado também não prenuncia a chuva. O mar, exceto por uma leve brisa vinda do sul, parece quase um espelho, onde as pedras - as áridas pedras - se refletem femininas. Se miram e se banham as bruxas do Itaguaçú. &lt;br /&gt;As gaivotas reinam neste dia lento de outono. Algumas sobre as pedras e outras na água não fazem nada. Um casal destas aves faz acrobacias num vôo sincronizado rente à água, à areia, às pedras. Somem para oeste, onde um bando de trinta-réis descansam sobre uma pedra e uma dupla de pescadores tarrafeiam num caíque. &lt;br /&gt;Tudo se passando muito lento, como se a tarde cinza segurasse os ponteiros do relógio de Saturno, acorrentando o tempo.&lt;br /&gt;Todos esperam sem pressa. Esperam que o tempo passe. Esperam que o vento mude. Esperam na praia. Esperam nos barcos. Esperam cosendo as redes. Esperam lubrificando as máquinas. Esperam nos botecos. Esperam tomando pinga. Esperam jogando dominó. &lt;br /&gt; Todos esperam que o tempo arraste suas correntes e que o vento mude. Esperam que o vento trague lá do sul as flechas de prata e de vida que encherão as redes, que moverão os braços, que pesarão nos barcos, que forçarão as máquinas. &lt;br /&gt;Esperam as tainhas que abrirão o dia, que esquentarão o sol, que romperão as cadeias do tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6337661212692452482?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6337661212692452482/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6337661212692452482&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6337661212692452482'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6337661212692452482'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/05/espera.html' title='A ESPERA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5080134941198922684</id><published>2010-05-02T13:49:00.002-03:00</published><updated>2010-05-03T11:47:00.338-03:00</updated><title type='text'>ORGULHO NACIONAL</title><content type='html'>Andando por Buenos Aires, há alguns dias, vi um posto Petrobras. Assim, sem o acento no “brás” mesmo. Mas, apesar do sumiço do acento obrigatório nas palavras com a última sílaba tônica, conforme o vernáculo, não se lê “petrôbras”, não. A justificativa foi a internacionalização da marca, já que em diversos países a acentuação é desconhecida. Justificativa que a Telefónica não compartilha, pois mantém o seu acento espanhol em qualquer país. E parece até que se orgulha disto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja, não é sobre isto que quero falar. Embora seja sobre orgulho. E sobre aquele posto em Buenos Aires com o “BR” em verde e amarelo. Poderia eu, ali mesmo, inflar meu peito com orgulho patriótico. Afinal, a Petrobras, independente dos acentos, é uma das cem marcas com mais valor no mundo inteiro. E continua genuinamente brasileira, remetendo-nos todos ao episódio do “petróleo é nosso” e outras afirmações da identidade nacional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me veio à mente, em vez de bandeiras brasileiras flamulando nos céus do planeta, foi uma propaganda que está sendo veiculada na televisão. Nela, um cachorrinho olha pela vitrine de uma pet-shop (eba, orgulho nacional) onde ele está exposto para venda. O close nos olhinhos pidões, quando ele vê uma pessoa passar, são tão enfáticos como a acentuação no nosso léxico. Expressam o desejo de pertencer àquela pessoa, uma jovem e bela mulher que passa distraída na rua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela segue seu caminho, mas seus olhos, fixam-se em um homem, também jovem e bem apessoado, claro. O close, enfatizando seu olhar, repete o do cão. E, da mesma maneira, o homem não retribui, pois seus olhos pidões chegam até um carro na outra vitrine. O close nos olhos marca a cena. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como se pode ter orgulho? Nada mais machista que esta propaganda da Petrobras. Algo que até poderia gerar uma interpelação do Conar, do Ministério Público e mesmo de qualquer mulher que se sinta ofendida em ser comparada com um cachorro em seus desejos, acentuados nesta peça publicitária. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas foram atingidos seus objetivos, pois esta propaganda me veio à cabeça em Buenos Aires, antes de qualquer rasgo patriótico. Realmente, a agência conseguiu explorar muito boa esta ligação sutil entre os desejos de um cão, uma mulher, um homem e um carro, embora seja difícil sentir orgulho de uma empresa que permite a veiculação de sua marca numa propaganda com esta conotação. Mesmo sendo uma das cem maiores marcas do mundo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5080134941198922684?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5080134941198922684/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5080134941198922684&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5080134941198922684'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5080134941198922684'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/05/orgulho-nacional.html' title='ORGULHO NACIONAL'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-3419011861052455854</id><published>2010-05-02T13:48:00.001-03:00</published><updated>2010-05-03T07:59:34.217-03:00</updated><title type='text'>A SUSTENTÁVEL SUSTENTABILIDADE</title><content type='html'>Nestes novos tempos, onde sustentabilidade virou um chavão vazio, se vê casos completamente impensados por este mundo cada vez mais esquizofrênico. Parece que qualquer coisa pode ser dita, qualquer palavra pode ter qualquer significado. Afinal, qualquer um acredita. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num caderno sobre sustentabilidade, que saiu dia destes na Zero Hora, grande jornal de Porto Alegre, a principal matéria era sobre um sapatinho sustentável de couro – que só não sustentou a vida do coitado do boi. Mas na capa do caderno vemos no topo, em destaque, o patrocínio de duas empresas. Uma contribuição financeira para o caderno foi da CEEE, empresa de distribuição de energia elétrica. Pode-se perguntar o que há de ecológico nisto, mas até pode ser. Sejamos complacentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas surge então o maior patrocinador, com direito à toda a contracapa do caderno. E a empresa é ninguém menos que a Souza Cruz. Sim, a Souza Cruz que, em sua página devidamente verde, afirma ter 107 anos de sustentabilidade. Mais de um século! É sustentável avant la lettre. Parabéns à esta gigante da saúde e do meio ambiente. E o que esta sustentável empresa industrializa? Três chances, cara-pálida. Não sabe? Chuta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Errou. Há 107 anos a sustentável Souza Cruz fabrica cigarros. Sim, cigarros de tabaco. Aqueles que tem doses cavalares de nicotina. Aqueles que mataram meu tio de modo horrível. Que certamente levou algum parente ou amigo do leitor, que caiu nas garras do tabaco, viciou-se em nicotina e fumou até morrer. Sustentável. Completamente sustentável. A Souza Cruz fornece, com o beneplácito de todos os governos do ocidente, uma droga pesada que causa dependência química. Um negócio que é, obviamente, sustentável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pesquisas mostram que a nicotina causa mais dependência que a própria cocaína, tão combatida nos dias de hoje, só perdendo para a heroína. Estas duas banidas dos círculos legais. Mas pergunte aos traficantes se seus negócios não são altamente sustentáveis para seus bolsos ao passar do tempo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns para a Souza Cruz pelos seus 107 anos de negócios sustentáveis para si e para as UTIs oncológicas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns também para a Zero Hora por ter a sensibilidade de buscar o sustento de seu caderno ecológico na Souza Cruz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E parabéns para todos nós que sustentamos isto tudo, como diria o Gonzaguinha, com um sorriso nos lábios.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-3419011861052455854?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/3419011861052455854/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=3419011861052455854&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3419011861052455854'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3419011861052455854'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/05/sustentavel-sustentabilidade.html' title='A SUSTENTÁVEL SUSTENTABILIDADE'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-9041489199349960101</id><published>2010-04-10T22:27:00.002-03:00</published><updated>2010-04-11T14:46:54.364-03:00</updated><title type='text'>BUMBA MEU MORRO</title><content type='html'>BUMBA MEU MORRO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Bumba Meu Morro é um folguedo popular, claro que de origem portuguesa, que se faz presente no litoral brasileiro. Os personagens são o Povo Antigo, o Povo da Comunidade, os Reizinhos, o Diabo e S. Pedro. Sendo de origem lusitana, tanto a realeza como a influência cristã estão presentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O folguedo é de grande monta, demandando toda uma estrutura grandiosa e burlesca. Podemos até convidar o Zé Celso para a direção cênica, o Hélio Oiticica para o figurino e o Tom Zé para a trilha sonora. A ideia é transformar o Bumba Meu Morro num evento cultural inesquecível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num pequeno resumo, o Povo Antigo, que vestirá parangolés representando a moda de 35 anos atrás, será composto por 350 mil pessoas. Elas, em fila indiana, depositarão saquinhos de supermercado com um conteúdo de meio quilo cada, 365 vezes, simbolizando um saquinho por dia. O que se repetirá 16 vezes, alegoricamente indicando os anos do período antigo. Não será posto qualquer tipo de restrição quanto ao conteúdo dos saquinhos, podendo ser restos de comida, latas de cerveja, embalagens plásticas, papel higiênico, modess, preservativos, papelão, metais, etc. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta parte do espetáculo deixará mais de 1 bilhão de quilos numa pequena e fofa montanha que vai sendo erguida no centro do evento, simbolizando o substrato mesmo do Bumba Meu Morro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento em que o Povo Antigo sai de cena, começa a aparecer, lentamente, o Povo da Comunidade, vestido de andrajos coloridos que, certamente, formarão parangolés lidíssimos. Este povo chegará lentamente, 15 vezes, representando a passagem dos anos, chegando até a 600 famílias formando o Povo da Comunidade. A trilha sonora tende ao burlesco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante este acontecimento, também por 15 vezes, representando os anos que se passaram desde o fim da ação do Povo Antigo entram os Reizinhos, vestidos com fraques de políticos, prefeitos, governadores, assessores, diretores de repartições e burocratas. Eles levarão para a montanha material de construção, fios elétricos, telefones, canos de água, classes escolares, camas de enfermaria e toda a sorte de material, simbolizando a infraestrutura necessária para o Povo da Comunidade. Este, por sua vez, vai, lentamente, construindo suas casinhas, suas lojinhas e tudo o mais. Os Reizinhos dançam, revoando suas vestes, enquanto o Povo da Comunidade move-se num lento trabalhar, movendo-se como engrenagens de uma máquina. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na última cena, aparece o Diabo que enfia seu tridente incandescente na água e, lentamente a vai esquentando, indicando o aquecimento de décadas. A água emite cada vez mais vapor, simbolizando o ciclo das águas. Neste momento, surge S. Pedro, que reúne todo aquele vapor do ar e joga sobre a montanha. Joga num único instante, 9 milhões de litros de chuva por aquela área. A música torna-se grandiosa com esta intervenção do sobrenatural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Diabo liga uma enorme batedeira com uma superfície de 30 mil metros quadrados contendo o bilhão de quilos de lixo misturado com as 600 famílias numa grande massa de bolo. Leva a massa ao forno e serve com cobertura de glacê e chocolate granulado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baixa o pano. A plateia aplaude, pede bis e o ibope sobe.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se isto tudo eu sonhei ou vi na tevê. Mas aconteceu depois de eu saber de um único glaciar lá da Terra do Fogo. Em cinco anos ele encolheu 30 metros em profundidade de gelo. Um glaciar de cerca de 60 metros de altura e 500 metros de largura. Isto chutando por baixo. Este cálculo, feito assim nas coxas, dá algo como 900 mil metros cúbicos de água derretida, transformada em fluido sobre a Terra. Continuando a calcular, dá algo como 500 mil litros de água liquefeita por dia. Seriam suficientes apenas 18 dias de derretimento daquele único glaciar para termos água suficiente para dissolver todo o Morro do Baú. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pode ser que uma coisa não tenha nada a ver com a outra, mas me deixou com uma pontinha de preocupação. Não tive vontade de aplaudir. Nem pedir bis.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-9041489199349960101?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/9041489199349960101/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=9041489199349960101&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/9041489199349960101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/9041489199349960101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/04/bumba-meu-morro.html' title='BUMBA MEU MORRO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-3094390118895957443</id><published>2010-04-06T20:56:00.000-03:00</published><updated>2010-04-06T20:57:05.079-03:00</updated><title type='text'>SOPRA O VENTO</title><content type='html'>Sopra o vento desde o sul. E encrespa o mar. A fúria do mar da baía agora me parece pueril. Encrespado pelo vento sul. O vento que vem lá de onde os mares se encontram. Lá onde o vento é o paradoxal oeste. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá da terra dos pingüins. Dos mares dos pingüins. Pingüins que subirão por estas correntes e aqui que não aportem, de preferência. E se aportarem fracos e extenuados, que tenham nossos cuidados e possam na primavera voltar para o clima movediço das suas terras austrais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o vento sul, o nosso vento sul, continua forte, fustigando as gaivotas. As onipresentes gaivotas que aqui pousam nas pedras voltadas para o vento. Para melhor enfrentar a sua inclemência, voltadas para o sul, com as asas cerradas, resistindo à sua vontade. Sem saber que lá onde elas olham. Lá bem lá depois da terra se esconder sua curvatura, as gaivotas estariam voltadas para o oeste.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-3094390118895957443?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/3094390118895957443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=3094390118895957443&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3094390118895957443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3094390118895957443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/04/sopra-o-vento.html' title='SOPRA O VENTO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-2312573318644681327</id><published>2010-04-03T18:12:00.001-03:00</published><updated>2010-04-03T18:12:27.711-03:00</updated><title type='text'>MARE AUSTRALIS</title><content type='html'>Três lobos marinhos nadam na direção do barco. O vento frio fustiga o convés enquanto ao fundo montanhas ostentam seus cumes esbranquiçados. O mar do canal está bastante calmo, restando ao barco um ondular leve, mal percebido. O céu se mantém com nuvens baixas, alternando uma chuva fina com aberturas que apenas clareiam a paisagem, resaltando o gelo azul dos glaciares. Mais lentos que os golfinhos, que conseguem seguir o barco, os lobos marinhos seguem seu caminho, talvez buscando uma refeição na colônia de pinguins que deixamos para trás, enquanto o Capitão Enrique Rauch comandava o Mare Australis com firmeza e serenidade por entre as ilhas. Tudo é surpreendente nestas paragens austrais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma visão destas também deve ter impressionado os tripulantes de outro barco há muitos anos. Especialmente um jovem chamado Charles que partilhava as acomodações do pequeno buque inglês com o Capitão Robert. Este mapeava a região para o Almirantado Britânico, enquanto seu parceiro observava com paixão a Natureza que os cercava. Há 176 anos, FitzRoy nos deu um levantamento da Terra do Fogo que só foi superado pela moderna tecnologia, enquanto o naturalista Darwin começava a formular uma teoria que mudaria não apenas seus conceitos, mas toda a humanidade para sempre.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-2312573318644681327?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/2312573318644681327/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=2312573318644681327&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2312573318644681327'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2312573318644681327'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/04/mare-australis.html' title='MARE AUSTRALIS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-3407184177417584165</id><published>2010-02-15T12:50:00.001-03:00</published><updated>2010-02-15T12:50:40.975-03:00</updated><title type='text'>OLHO O MAR</title><content type='html'>Olho daqui o mar batendo no costão do Morro das Pedras. A maré baixa deixa várias pedras com carapinhas de algas à mostra. No meio daquelas algas consigo distinguir daqui, parado no acostamento da Geral, uns tufos de alface-do-mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gastronomicamente isto me remete à Praia da Buzela, canto norte da Praia do Rosa. Acho que era 1985. Fomos de kombi e estávamos acampados num rancho. Tínhamos mochilas e livros, dispostos a discutir nosso rumo frente aos ventos novos que bateram verdes nestas terras, carregados em outras mochilas e livros que voltavam, anistiados, ao Brasil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, continuamos falando de gastronomia. Estávamos, se não me falha a memória, o Taradinho, a Mella, o Jacaré, o Sal, o Paulinho, o Mutante e o Renato, além de mim. Não me recordo se todos estes estavam. Mas foi um acampamento-seminário inusitado. Como não havia um pingo de organização, nada ficou registrado exceto em nossas mentes. Havia sempre um mate pronto. Sempre um bom-dia-brasil. E a culinária local. Siris e buzelas que pegávamos na beira da praia. Cavalinhas que, avisados nós pelos botos, avisamos os pescadores que as capturaram e ganhamos nosso farto quinhão (nunca mais vi cardume tão grande de cavalinhas na beira do mar), além de mariscos e búzios, coletados dos costões. Juntos com as alfaces-do-mar, que viraram salada, acompanhando siri na casca, cavalinhas fritas ou assadas e arroz com moluscos, fossem eles bivalves os gastrópodos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isto, discutíamos que rumo iríamos tomar, dentro do que chamávamos de movimento ecológico. O discurso do PT parecia carecer de tempero. Já as alfaces-do-mar eram deglutidas com azeite e um pouco de sal, já que elas mesmas eram salgadas. Também mais consistentes que suas homônimas terrestres e possivelmente com mais proteína. E isto também me parecia carecer naquele partido em termos de uma visão ecologista. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as cavalinhas, o segredo para ficarem sem espinhas estava na hora de limpá-las. Um movimento da faca, na hora de tirar a cabeça, as deixava só com a espinha vertebral. Simples, mas, se não fosse a explicação e a demonstração de um pescador, jamais conseguiríamos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há momentos em que precisamos estar atentos ao que ocorre à nossa volta. Momentos que precisamos consultar outras pessoas, olhar o mundo a partir de outras experiências, que não sejam apenas a de nossos umbigos. As idéias verdes, com o perdão do trocadilho, estavam já maduras para florescer. Perdoem-me também os botânicos. E assim se começava a discutir a necessidade do PV por estas plagas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim também trocávamos cartas, com o Sérgio, o Viola e o Rogério, em Floripa o Paulinho que fora morar em S. Paulo, o Frederico em Curitiba e depois no Rio e o Alfredo também no Rio, que tinha um grupo bem forte também. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estas novidades, como o e-mail, recém estavam sendo construídas. E tínhamos na mão a possibilidade da Bio-Net, uma das redes universitárias percursoras da Internet, onde os ecologistas europeus conseguiam espaço para trocar informações de um modo mais ágil que a correspondência física. Mas nós, amigos da máquina de escrever e do envelope com selo grudado depois de convenientemente lambido, tínhamos ainda restrições ao acesso, pois dependíamos de alguma universidade para entrar na rede e isto, dentro destas instituições, ainda cheiravam a conspiração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os siris, não tínhamos coca para pegá-los e terminamos fazendo isto com pedaços de paus. Parecia um monte de loucos dando pauladas no mar, espedaçando os coitados dos artrópodos que, invariavelmente, terminavam numa panela de água fervente. Capturar siris com pedaços de pau não é uma atividade que prime pela produtividade, pois demanda um gasto de energia muito maior que o adquirido com a pouca carne que cada bicho dispõe. Mas não tínhamos coca, não adiantava. A coca, para quem não sabe, é um círculo de madeira ou metal com uma rede, onde os siris ficavam presos, atraídos por alguma isca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas redes eram estendidas no mar, não na infosfera, que mal se pensava em criar. Mas tínhamos as discussões acaloradas do Em Nome do Amor à Natureza na OC62, casa velha na Cidade Baixa, em Porto Alegre. Grupo que, até mesmo estatutariamente, fazia ecologia política. Embora recém estivéssemos tentando descobrir que coisa era esta. Assim como, quando vinha para Florianópolis, participava do MEL, o Movimento Ecológico Livre, por onde se passavam as mesmas dúvidas e debates do Em Nome. Já faz quase uma década que atendi o convite expresso numa carta do Sérgio, para que viesse morar em Floripa. Mas aqui estou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muita água passou. Água que hoje moveria pequenos hidrogeradores. Muito vento que hoje moveriam geradores eólicos. Os biodigestores... bom, deixa isto pra lá. Todo esta conversa está na ordem do dia há trinta anos. E ainda está incompleta, o que mostra que a temática ecologista esta viva, transformando-se e evoluindo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Relendo velhas cartas que achei ontem, vejo que muitos destes amigos de antanho continuam no mesmo ritmo. Uns se afastaram, talvez esperando um convite ou algum gás para voltar a participar, outros talvez nunca mais se reintegrem. Todos estamos mais velhos e mais experientes. Talvez sem mostrar ainda o vigor de nossas mentes, que despudoradamente mostrávamos naqueles tempos. Talvez precisando de alguma energia de ativação apenas.  Mas muitos outros se juntaram. E aquele nosso papo quase incipiente, ganhou novos personagens e novos desdobramentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu não estava falando de gastronomia?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-3407184177417584165?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/3407184177417584165/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=3407184177417584165&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3407184177417584165'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3407184177417584165'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/02/olho-o-mar.html' title='OLHO O MAR'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5406365851636704316</id><published>2010-02-01T08:46:00.000-03:00</published><updated>2010-02-01T08:47:21.675-03:00</updated><title type='text'>CONSELHO AOS PAIS</title><content type='html'>Não vou dar conselho nenhum, pois conselho não se dá. Logo, quem continuar a ler está assumindo que pagará por este conselho e o preço, estipulado já de antemão, é um cafezinho. E este aconselhamento vai para todos os pais que têm filhos no ensino fundamental. Pais, ponham os seus filhos numa escola pública. Peguem o dinheiro das mensalidades e comprem um carro novo. Façam aquela viagem tão sonhada. Deixem seus filhos numa escola pública. Sem ar condicionado na sala de aula, sem laboratório, com meia dúzia de computadores para dois mil alunos. Façam isto e vão viajar. Reforme a casa ou dê uma entrada para a casa de praia com o dinheiro que era para pagar a educação do seus filhos. Escola privada? Não mesmo, colegião mesmo! Isto aí, meus pais. E não tenham vergonha de levar e buscar o petiz num BMW novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas atenção. No último ano, coloquem-no no cursinho. Um bom cursinho. Façma uma poupança durante todo o ensino médio para pagar um bom cursinho. Fundos DI ou ações. Quem sabe derivativos para os mais ousados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feito isto, preparem faixas comemorativas. Seus filhos, no vestibular, entrarão numa Federal. Entra pelas cotas, nem precisa de muito estresse. Não sejam idiotas, como eu, em se matar para pagar os melhores colégios. que tenham laboratórios, cadeiras inteiras nas salas de aula, computadores e quadros digitais, além do ar condicionado, é claro. Gastei o que não tinha para garantir a educação de ótimo nível para meus filhos. E agora, no vestibular, os 30% de cotas terminaram afastando-os da Universidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então façam isto. Matricule seus filhos no ensino público. Como efeito secundário, ajude a superlotar as escolas estaduais e municipais, esvazie e quebre os colégios privados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sei se esta política educacional é maquiavelicamente pensada, em nome de uma homogeinização do pensamento por parte do Estado. Mas também pode ser apenas uma atitude de um populismo ingênuo e inconseqüente. Não sei. &lt;br /&gt;Quantos milhares de alunos, em cada cidade, o ensino privado drena da obrigação do Estado em dar educação? Será que a estrutura existente na rede pública de ensino tem condições de assumir toda a população em idade escolar? Será que tem carteiras suficientes? Salas de aula suficientes? Professores suficientes? Terá também condições de oferecer a multiplicidade educacional de todas as propostas pedagógicas disponíveis na sociedade? Ou será que vamos monopolizar a educação sob a égide do Estado? Isto seria uma boa proposta há cem anos atrás, na época do desmoronamento do império russo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, pais, este é o conselho, aproveitem. Não gastem seu dinheiro na educação do seus filhos. Sejam mais inteligentes. E, quem sabe, um consórcio de uma moto para quando ele entrar na faculdade?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5406365851636704316?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5406365851636704316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5406365851636704316&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5406365851636704316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5406365851636704316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/02/conselho-aos-pais.html' title='CONSELHO AOS PAIS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7496004551606025253</id><published>2010-01-16T15:14:00.000-03:00</published><updated>2010-01-16T15:15:13.300-03:00</updated><title type='text'>HAITI, HAITI, HAITI</title><content type='html'>“Tá fazendo na cozinha, tá cheirando aqui”. Era o bordão do Café Haiti. Tinha uma confeitaria deles lá na Praça do Capitólio, numa Porto Alegre que eu quase não reconheço mais quando visito. Lembro até hoje de umas rosquinhas que tinham lá. Eu comia tomando um Guraná Caçula, que vinha numa garrafa pequena. Era o Guaraná Champagne Antártica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o que me move é outro Haiti. Um que eu acabei de conhecer, na passagem do século XVI para o XVII, pelas mãos da Isabel Allende no seu “La Isla Bajo el Mar”. Li todo, acompanhando o vestibular da minha filha. Terminei de ler e à noite soube do terremoto na ilha. Depois leio que o Cônsul do Haiti em S. Paulo diz que isto é devido à macumba! Mais especificamente ele disse: "Acho que de, tanto mexer com macumba, não sei o que é aquilo... O africano em si tem maldição. Todo lugar que tem africano lá tá fodido". M. George Samuel Antoine, o nome do senhor esse. É branco. Talvez ainda carregue o mesmo ódio que os grand blancs nutriam por seus escravos e sua superstição chamada Vudu. Maldição de quem? Do deus dos grandes brancos, o único deus verdadeiro? Parece que o Monsieur saiu das páginas que eu estava lendo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou será que em vez de ser uma ilha maldita é um país que cresceu baseado no ódio e na corrupção? O país de um povo eternamente aplastado pelo analfabetismo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os escravos sublevados massacraram os brancos naquela época. Vingança contra quem os massacrou por gerações. Mas, logo depois, já no poder, os mais poderosos vendiam seus inimigos como escravos para piratas que os revendiam em outras colônias do Novo Mundo. Um país que esfacelou pelo ódio e pela corrupção. Uma grande favela miserável. Um país que, sujeito a furacões e terremotos, não suportou este desastre num momento em que toda a estrutura pública do país está totalmente destroçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não é maldição do deus branco este. Não é obra do Vudu e seus loas, que são orixás e não demônios. O demônio este que deve ser culpado por toda a situação é o próprio homem. Sua intolerância, vileza e crueldade. E isto independe da cor da pele, da estatura, do comprimento dos cabelos ou qualquer outro parâmetro físico. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos haitianos resta rezar. E eles rezam cantando para os seus loas. Quanto a nós cabe ajudar, se não por meios físicos ou financeiros, cantando para nossos orixás ou para os seus deuses, sejam eles únicos ou não.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7496004551606025253?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7496004551606025253/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7496004551606025253&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7496004551606025253'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7496004551606025253'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/01/haiti-haiti-haiti.html' title='HAITI, HAITI, HAITI'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-1582740678910266057</id><published>2010-01-01T10:52:00.001-03:00</published><updated>2010-01-01T10:52:59.624-03:00</updated><title type='text'>A DOENÇA DE DEUS</title><content type='html'>Perguntaram-me o que é deus. Nestas épocas de mudança de ano, parece que todo mundo fica mais sensível a estas coisas mais assim espirituais ou o que for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que deus é o super-organismo do qual, nós organismos, fazemos parte. Nós todos juntos, como num estádio lotado. O mar, o céu, uma montanha, uma lagoa. Estes são deuses. São seres maiores que nós. São super-organismos. Pensamos assim: temos a célula, o tecido, o órgão, o organismo. É só colocar mais um nível: o super-organismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É uma floresta, uma geleira ou, mais obviamente, uma colmeia ou um formigueiro. E congregando tudo, tem a própria Terra. A Gaia, do Lutz. Belo nome para a deusa criadora da vida. Mais além há a Lua, o Sol e tantos infinitos outros. Isto é deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nós, super-organismo humano, estamos fora de controle de qualquer coisa pelo menos parecida com equilíbrio. Se alguém viesse do espaço. Uma grande mente viajante espacial sobrevoando a Terra, acharia a parte líquida do planeta linda, com seu verde inteso de vida. A parte gasosa também, com seu azul indelével e com massas brancas a flutuar ao léu. A parte sólida – que incrível, nosso viajante comentaria, os três estados da matéria convivendo num mesmo clima de pressão e temperatura. Que insólito – mas a parte sólida também é linda, com seu veludo verde vivo, de sistemas de aproveitamento a energia do sol. Aproveitamento em vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas há pontos, veria o viajante, onde há algum tipo de doença. Ali, sobre a pele de veludo do mundo sólido, há umas crostas secas, como cascas de ferida. Onde há febre –  sente-se o calor – exala chorume e gases para o resto do planeta, além de devorar o veludo aquele de um modo voraz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O viajante olharia aquilo tudo. Pensando nele como se tivesse um aspecto humano, ergueria uma sobrancelha e pensaria que este deus está doente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                    Fim de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-1582740678910266057?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/1582740678910266057/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=1582740678910266057&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1582740678910266057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1582740678910266057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2010/01/doenca-de-deus.html' title='A DOENÇA DE DEUS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-4347346007836461047</id><published>2009-12-31T07:58:00.001-03:00</published><updated>2010-01-03T22:14:47.225-03:00</updated><title type='text'>MONTEIRO LOBATO</title><content type='html'>Monteiro Lobato ficaria feliz com a descoberta de petróleo no pré-sal. Monteiro Lobato, o criador do Sítio do Pica Pau Amarelo, que encantou a infância brasileira desde a geração dos meus pais até a de hoje. Monteiro Lobato da campanha “O Petróleo é Nosso”, que lutou pela estatização do petróleo no país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, Monteiro Lobato viveu na primeira metade do século passado. Esta foi uma grande época para o Brasil. Tanto para as artes , quanto para a consolidação da República. E Monteiro Lobato foi um grande personagem desta época, como Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, só para ficar nas artes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já as reservas do pré-sal foram talvez lagos repletos de vida que, soterrados, resultaram com o passar dos milênios, num chorume oleoso e fedorento. Reservas que vieram da química orgânica do nosso ora famoso carbono. Química que, além da complexidade da vida, cria hidrocarbonetos que oxidam facilmente, gerando energia sob a forma de calor. Ou seja, queimam bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo este ufanismo do governo do companheiro Lula, visando alavancar a candidatura da camarada Dilma, é baseado na descoberta, à uma profundidade imensamente cara, de reservas que parecem ser significativas de petróleo. Nada mais que carbono que terminará na atmosfera, depois de comido, digerido e excretado por automóveis, fábricas e usinas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, o Governo Federal e seu braço armado capitalista, a Petrobras, estão querendo jogar todos estes incontáveis átomos do pequeno carbono no ar, o que aumenta o isolamento térmico da atmosfera, subindo a temperatura da superfície do planeta. Isto tudo no país do sol abundante, dos rios caudalosos, dos ventos fustigantes, das florestas imensas e do povo mais gentil. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seremos nós brasileiros incapazes de gerar toda a nossa energia a partir de todas estas fontes que a natureza nos colocou a disposição? Fontes estas não poluentes, renováveis e de baixo impacto ambiental?&lt;br /&gt;Vamos buscar petróleo nas entranhas da Terra, enquanto em todo o mundo se busca alternativas viáveis não poluentes? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Monteiro Lobato talvez estivesse hoje pensando justamente no fim da primeira década de um século novo, onde ele, já homem feito de 28 anos, via na estatização da imensa fonte de energia, que se chamava ouro negro, a abertura de um belo caminho para a industrialização do Brasil. Assim, ele anteviu a Petrobras, iniciando todo este processo. Mas Monteiro Lobato estava em 1910 e não, como nós, em 2010.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O petróleo do pré-sal faria sucesso ouvindo-se Vila Lobos numa vitrola de 78 rotações. Grandes homens viveram no século passado. Sugiro até que a festinha de final de ano da nossa bem amada Petrobras seja ao som de Pixinguinha, Noel e Lupicínio e, por favor, desliguem os celulares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;                                                                 Fim de 2009&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-4347346007836461047?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/4347346007836461047/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=4347346007836461047&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/4347346007836461047'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/4347346007836461047'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/12/monteiro-lobato.html' title='MONTEIRO LOBATO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7323755668960649110</id><published>2009-12-30T08:00:00.000-03:00</published><updated>2009-12-30T08:01:00.037-03:00</updated><title type='text'>DEUSES E DEUSES</title><content type='html'>Como tudo é cíclico na natureza... Os chineses sabem disto há mais de cinco mil anos. Basta ler o I-Ching. A ciência também sabe disto. Tudo no Universo é de natureza oscilatória. Tudo é cíclico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pagãos tinham uma festa para o solstício de inverno – para eles no hemisfério norte, bem verdade – os pagãos adoravam fazer uma festa. Os cristãos, na sua ânsia de tomar o lugar do paganismo no coração das pessoas, em vez de combater a festa, incorporaram-na a seus ritos. E colocaram o nascimento do seu deus único no evento. Assim surge o natal como aniversário do deus Javé em carne.&lt;br /&gt;Uma guerra santa intestina que começou em Roma e teve seus dias de glória na Santa Inquisição. Momento em que os cristãos se vingaram do Coliseu e outras atrocidades romanas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, como estas coisas de deuses, vão por caminhos diversos, o próprio paganismo, com seus deuses múltiplos, se imiscuiu na igreja católica mesmo. E surgiram santos, deuses menores, que passaram a ter seus próprios adoradores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O natal hoje é uma festa completamente pagã. A mídia está recheada de imagens do deus Papai Noel. Um deus bonachão que ostenta as cores da coca cola. O espírito de natal, dizem. E este espírito não tem nada do deus menino ou coisa que o valha. É um deus velhinho. Um deus vovô. Assim a festa tomou uma conotação totalmente pagã. Papai Noel, árvore, guirlandas, presentes e na hora do menino deus nequinhas. No máximo o presépio, onde o deus menino aparecem o deus pai do menino, a deusa mãe do menino, o deus burro, a deusa vaca, os três deuses bacanas do oriente, havendo até entre eles um deus negro para não gerar bate-boca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parece que o ciclo deu uma volta e o paganismo venceu. O deus cruel, o deus da culpa, o pai do deus menino não está mais dominando a festa, que hoje tem como mestre de cerimônias o deus bonachão que até lembra um Baco desgastado pelas orgias. Tem até esta história do bom velhinho gostar de sentar as criancinhas no colo, mas aí já é outra história. O que vem ao caso aqui é que o poder está todo com o generoso deus Noel, distribuindo presentes e carnês em rigorosamente iguais proporções, movendo a roda da fortuna.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o deus do deserto grita do alto dos céus que ele é o deus único. Mas não é todo o mundo que acredita. E os outros deuses acham-no muito prepotente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7323755668960649110?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7323755668960649110/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7323755668960649110&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7323755668960649110'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7323755668960649110'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/12/deuses-e-deuses.html' title='DEUSES E DEUSES'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6193216238501590287</id><published>2009-12-29T13:37:00.001-03:00</published><updated>2009-12-29T13:37:18.337-03:00</updated><title type='text'>PALITINHOS DE AÇÚCAR</title><content type='html'>Tudo depende da boa e velha glicose. O C6H12O6. Carbono, hidrogênio e oxigênio montados de tal maneira que formam palitinhos que se juntam em estruturas maiores, desde a pequena e popular sacarose, vulgo açúcar, de apenas duas moléculas, até o amido e a celulose. As plantas possuem uma incrível propriedade de pegar os elementos da água e do ar e, usando sabiamente a energia do sol, nas fabriquetas celulares chamadas cloroplastos, guardam-na com muita eficiência nestas pequenas baterias estáveis. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A partir de uma pequena energia de ativação e do oxigênio do ar, toda esta energia acumulada é liberada, seja como fogo, seja como alimento, o que não deixa de ser a mesma coisa. E assim a energia deste palito é liberada, resultando também nas moléculas constituintes do processo, ou seja, a água e o dióxido de carbono, fechando o ciclo. Coisa que nós, animais, somos exímios em fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada disto é novo. Aliás, escutei isto tudo proferido pela boca de um alemão meio maluco lá de Porto Alegre, conhecido como Lutz. O engenheiro agrônomo e ecologista de primeira hora José Antônio Lutzenberger. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Terra temos muito carbono, o suficiente para transformar o planeta numa imensa estufa, talvez como tenha ocorrido com Venus. Mas este carbono está em grande parte acumulada sob a forma dos palitinhos aqueles, guardado habilmente pelos vegetais. Outra parte deste carbono foi também transformado pelas plantas, acumulado e posteriormente soterrado, vindo a formar hidrocarbonetos devidamente retirados de circulação sob forma de petróleo, gás natural, carvão, xisto. Por outro lado, esta mesma estufa foi a responsável pela manutenção das temperaturas da superfície terrestre praticamente estáveis. Afinal uma variação de -50°C a 50°C é praticamente nada frente as variações de milhões de graus presentes no Universo. E esta estabilidade permitiu o desenvolvimento da vida como a conhecemos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se todo este carbono for liberado para a atmosfera, a estufa será ligada. Não significa o final do planeta, nem da vida na sua superfície, mas certamente o fim de uma era geológica e o início de outra, com outras paisagens, outro climas, outros seres vivos. Coisa que talvez só imaginemos em filmes de ficção científica. &lt;br /&gt;Entretanto, o homem está dando aquela energia de ativação necessária para a queima de todos estes palitinhos. Algo como riscar um fósforo num paiol de dinamite, como num desenho animado. Só que em vez de ficar com a cara queimada e saindo fumaça da cauda, o dano será muito maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, desde os tempos que dominamos o fogo, sabemos que esta queima libera energia. Interessados nesta energia disponível, estamos queimando mais e mais palitos, buscando mais energia. Recordando-se que a energia pela unidade de tempo é potência e que potência é sinônimo de poder, o homem busca mais poder, dispondo de mais e mais energia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, esta queima libera, como dito antes, o dióxido de carbono e a água. E estes voltam ao ciclo da natureza. E o carbono reforçará, na atmosfera, o chamado efeito estufa, reduzindo as perdas de calor da superfície da Terra para o espaço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Havendo a indagação de o que fazer para evitarmos este dramático final de uma era, podemos responder que basta manter o carbono guardado naquelas estruturas estáveis que os vegetais aprenderam a fazer. &lt;br /&gt;Se ele não virar gás, se ele não for queimado, não haverá aumento do dióxido de carbono livre na atmosfera e, portanto, a estufa se manterá como está. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teoria de Gaia, formulada entre outros pelo próprio Lutz, é extremamente interessante neste sentido. A Terra, como um todo, possui o dom da vida e busca formas de se autorregular. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como Saturno ostenta seus anéis, Júpter suas tempestades, a Terra ostenta a vida. E isto se deve a esta química esquisita do carbono e a ação de moléculas orgânicas mais complexas, como a clorofila, a hemoglobina e o próprio ácido desoxirribonucleico, vulgo ADN ou DNA para os seguidores dos anglicanismos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, o Lutz dizia que este super-organismo é inconsciente. Será? Nós somos, como bem percebido por ele, apenas um tecido deste ser vivo. Um tecido canceroso. Mas isto significa que não está havendo um controle ecológico sobre as ações deste tecido e ele está desequilibrando o planeta. Transformamos a superfície como mega-formigueiros, com grande concentração de energia e, portanto de calor, com impermeabilização do solo e golfadas gigantescas de dióxido de carbono e outros gases no ar que nos cerca. Esta energia toda vem da queima dos hidrocarbonetos. Não estamos apenas tocando o ciclo do carbono da natureza, mas estamos jogando na atmosfera carbono que estavam guardados nas entranhas do planeta há milhões de anos, talvez os restos da sopa inicial da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Precisamos ter em mente que não estamos na Terra, como se ela fosse uma nave e nós os passageiros, mas somos a Terra e a inviabilização dela também nos inviabilizará. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezembro de Copenhague//09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6193216238501590287?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6193216238501590287/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6193216238501590287&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6193216238501590287'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6193216238501590287'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/12/palitinhos-de-acucar.html' title='PALITINHOS DE AÇÚCAR'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7486726965196514518</id><published>2009-12-29T13:35:00.000-03:00</published><updated>2009-12-29T13:36:25.754-03:00</updated><title type='text'>DE ÔNIBUS</title><content type='html'>Faz um dia lindo de sol lá fora, mas estou no meu quarto, ouvindo rádio e escrevendo. Aqui, por estas plagas, sem carro é brabo. Depender de transporte coletivo é uma coisa difícil, que grande parte do nosso povo aprende a fazer. Não poderia haver um Floresta via Coqueiros? Aí eu poderia ir para o Itaguaçú dependendo de apenas um ônibus, para ver as bruxas se banhar na baía sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De carro não demora mais que cinco minutos para ir, porém de ônibus, tem que se esperar o primeiro passar, ir até o Centro, esperar o segundo e voltar para o Continente. Ou descer em Capoeiras, seguir a pé até o Abraão e esperar o segundo. E olha que os ônibus no final de semana, com sorte, passam a cada hora. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dia destes falaram que haveria greve na semana do vestibular da UFSC. É a única categoria de fora do serviço público que faz greve. Parece até que o sindicato dos trabalhadores, o patronal e a prefeitura de Floripa estão mancomunados. Todo ano fazem greve que resulta invariavelmente em aumento de passagem, além dos inúmeros dias de prejuízo direto para a população. Além de, ultimamente, andarem reduzindo os horários das linhas. E esta é mais cara passagem de uma capital do Brasil. Bem que o Ministério Público poderia investigar esta relação, afinal, parece meio incestuosa, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiros dias de 12//09&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7486726965196514518?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7486726965196514518/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7486726965196514518&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7486726965196514518'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7486726965196514518'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/12/de-onibus.html' title='DE ÔNIBUS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-1343604292714292809</id><published>2009-11-03T16:51:00.001-03:00</published><updated>2009-11-03T16:51:24.368-03:00</updated><title type='text'>OUTROS FILHOTES</title><content type='html'>A Praia do Itaguaçú está tomada por outros filhotes hoje. Filhotes de humanos. Sabem, né? É um primata muito abundande por aqui.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As areias, as águas, as pedras. Tudo cheio desses macaquinhos brincalhões e espalhafatosos. De todos os tipos, a gurizada. Meninos, meninas. Loiros, indígenas, morenos, negros. Em todos os matizes. Inclusive há dois na pedra do ninho. Mergulham de uma pedra mais baixa e saem nadando desengonçados até a pedra do namoro. Esbaforidos se deitam sobre a pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gaivotas, com seu voar elegante, mantém uma distância segura. A pedra do ninho não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chegam agora até ela adultos. Estes vão até o seu topo, onde as gaivotas ficaram durante meses a fio. Vão os homens. Sobem com seus gestos simiescos. Como, aliás, somos. Diga-se de passagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os macaquinhos pulam na água. Felizes, brincam de se empurrar. Boiam. Não fazem nada. Pulam de contentes. Gritam e grunhem os macaquinhos, com sua comunicação vocal. Uma guria bem pequena e dourada, nos cachinhos, na pele, no biquíni amarelo, banha seus cabelos na beira do mar. Enfia os crespos na água, que mal encobre suas canelas, e os arruma para trás. Molha-se na cachoeira que escorre pelas costas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na pedra, chega um terceiro macacão. O primeiro mergulha bem. O segundo, recém tomando a configuração adulta, se joga como pode. O terceiro nem se arrisca a subir na pedra no ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado algum tempo de paz, novamente a pedra se vê obrigada a sustentar nas costas quase uma dezena de macaquinhos machos. Alguns olham desafiadores para o mar lá embaixo. Outros apenas tomam banho de sol. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já na Praia das Palmeiras, mais adiante, também infestada por estes filhotes, há macaquinhos por todas as pedras mais próximas. Nas mais distantes as gaivotas ainda reinam e não parecem apresentar disposição para abandonar o posto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o Cambirela e a Ponta de Baixo se empilham quatro serras ao longe. Entre a Ponta de Baixo e a Pedra Branca, são outras cinco. Longe, mostram-se azuladas pelo ar distante. E lembram estradas inóspitas e vistas soberbas. Lá de onde se vê aqui o mar. O mar onde eu, calmamente acomodado, tomando uma cerveja, vejo as serras ao longe e, mais próximos, os guris se aventurando nas pedras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nadam os macaquinhos – e são sete! – entre a ponta da pedra grande e a pedra da quilha. Lá, quase mortos, se amontoam sobre uma pedra pequena que a maré baixa deixa à mostra. O primeiro que chega sobe na pedra e vibra, levantando os braços aos céus, em sinal de vitória ao conquistar aquele pequeno território que se torna enorme para o macaquinho-macho que pensa conquistar todas as serras à volta. Um território pequeno, já que são sete guris sobre a pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas nada adianta conquistar novos mundos, se não narrarmos a odisseia. Assim sendo, o nosso conquistador, junto com dois outros companheiros jogam-se de novo ao mar, iniciando a jornada de volta. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os três nadam a muito custo para o continente. No meio do caminho param exaustos. Tomam fôlego e retomam bravamente o caminho. Quando os três já estão quase chegando, os demais se lançam também ao mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dezenas de outros macaquinhos-machos aguardam os nossos heróis, gritando e pulando. Tudo se acalma quando o segundo grupo chega. Cansados, aguardam na praia o dia acabar, enquanto relatam os feitos náuticos aos demais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-1343604292714292809?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/1343604292714292809/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=1343604292714292809&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1343604292714292809'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1343604292714292809'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/11/outros-filhotes.html' title='OUTROS FILHOTES'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5847581252457870396</id><published>2009-10-25T09:48:00.001-03:00</published><updated>2009-10-25T09:48:45.422-03:00</updated><title type='text'>CALMARIA</title><content type='html'>Tudo está parado sobre o mar baixo. Os pássaros pousados sobre as pedras aguardam a tempestade que já se mostra no sul da baía. A natureza segue seu rumo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maré baixa expõe as algas que acarpetam as pedras achatadas, as que passam quase que integralmente submersas quando o mar sobe um pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui onde estou, o céu está nublado, mas ainda claro, mas o sul se mostra com um céu baixo, rugoso e pesado como o chumbo, do qual se pinta. Nuvens escondem os morros mais altos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos permanecem quietos, exceto um pequeno hidroavião que passa a leste com a lentidão dos ultraleves e seu barulho de cortador de grama. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma gaivota se posta, agachada, na pedra onde havia o ninho, como se nele estivesse. Outra permanece numa pedra próxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mau tempo avança, vindo do sudoeste. A chuva se faz sobre os morros do continente, fechando também o tempo para o sudeste. O sul da ilha também escurece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo, o morro do Cambirela desaparece sob a chuva. Aqui só o vento começa a soprar mais forte. Um bando de gaivotas, que o enfrentam, começam a grasnar e discutir como velhas fofoqueiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar se arrepia e alguns pingos esporádicos se fazem sentir. O bando continua no ar grasnando. As pedras se enchem de biguás e outras gaivotas. Numa delas se distingue um martim-pescador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento chega forte desde o sul, descabelando as árvores. Os morros no fundo da baía desaparecem totalmente. Tudo se preparou para a tempestade, mas em fim não chove por aqui.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5847581252457870396?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5847581252457870396/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5847581252457870396&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5847581252457870396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5847581252457870396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/10/calmaria.html' title='CALMARIA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-246211982010466709</id><published>2009-10-25T09:22:00.000-03:00</published><updated>2009-10-25T09:23:13.416-03:00</updated><title type='text'>A ARIDEZ</title><content type='html'>Não tem mais ninho na pedra. Voltei de viagem e não tem mais ninho. A pedra está como se ele tivesse sido arrancado, varrido. Uma gaivota na pedra do namoro e outra ave em outra pedra. Mais distantes, biguás tem seus lugares sobre outras pedras e. ao fundo, uma terceira gaivota se banha. Nem sinal do filhote. Ele seria uma gaivota de plumagem ainda parda, algo que conservam até o verão, mesmo já tendo o porte dos adultos. Aos poucos que a plumagem parda vai cedendo lugar à definitiva, preta e branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outras gaivotas aparecem por todos os lados. Mas o ninho foi destruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez um humano. Daqueles que passam pela calçada sem nada ver, talvez um humano finalmente visse. Vendo, pegou seu barquinho, remou até a pedra, destruiu o ninho e matou o filhote. Ou talvez o vento sul tenha acordado de mau humor e, mais forte que o filhote e o ninho, tudo varreu para o mar. Ou o gavião aquele que outro dia passou pelos ares, piando ameaçadoramente, não fosse talvez tão pequeno para dar cabo do galeto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que caiu do ninho?  E sem o filhote, os próprios pais ou outras gaivotas o destroçaram? Ou o vento, estando o ninho sem os cuidados devidos, o resumiu às suas palhas que foram carregadas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na pedra do namoro, agora, estão as duas gaivotas. Pouco depois, uma delas volta para a pedra do ninho, novamente árida e fica agachada onde as palhas estavam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O frango deve ter morrido. Ou está, como bom adolescente, aproveitando suas novas habilidades, neste caso, aéreas. E o ninho, perdendo a razão de ser, tenha sido degradado, pelos pais ou pelo vendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem quiser que escolha. A natureza segue seu percurso e, no entanto, nada se fecha no final da história. Apenas começou e terminou com a árida pedra cumprindo sua sina de bruxa empedrada do Itaguaçú. Viveu por algumas luas e voltou à sua aridez. O feitiço do diabo. A mandinga de Anhangá-pitã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-246211982010466709?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/246211982010466709/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=246211982010466709&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/246211982010466709'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/246211982010466709'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/10/aridez.html' title='A ARIDEZ'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-942684128816606609</id><published>2009-10-21T07:16:00.000-03:00</published><updated>2009-10-21T07:17:13.674-03:00</updated><title type='text'>O PINTO VIRANDO FRANGOTE</title><content type='html'>Há dois dias, passei pelo Itaguaçú e visitei as gaivotas. O pinto estava bem visível na pedra do ninho. Movia-se já com uma certa desenvoltura, ainda sob o olhar cuidadoso da mãe, que o observava à distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia ostentava nuvens baixas que se imiscuíam com os morros, além da calmaria e da maré muito baixa fazendo com que as pedras expusessem seus limos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já hoje tem um vento fraco desde o sudeste e uma nevoa que esconde os morros, mas o mar se apresenta alto e tem certa força, com alguns respingos sobre a pedra do ninho. O filhote está lá, sobre as palhas, e a mãe ao lado, na pedra mesma. Interessante como o filhote se camufla bem entre as palhas. A plumagem infantil se mistura à cor do ninho e a evolução, ainda negada por alguns, se incumbiu de mimetizá-los. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nosso pinto já virou um frango quase do tamanho dos pais. Coça as penas talvez sonhando com o dia em que alçará voo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao largo, outras gaivotas planam procurando comida. Ou apenas se divertem ao sabor do vento. Sabe-se lá o que pensam os pássaros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os humanos, estes primatas barulhentos, passam em seus carros. Indiferentes à névoa, ao vento e às gaivotas. Todos, exceto um que, como eu, tenta enxergar o sul através do vento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra gaivota pousa sobre a pedra do ninho. Caminha na diagonal do filhote, abre lentamente as asas e voa até a pedra do namoro. O frangote se levanta, abre as asas, mas volta ao aconchego das palhas. O pai retorna de sua demonstração e pousa na pedra. Zeloso professor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filhote vai até seu encontro e deve ter recebido algum petisco. Um gostoso peixinho regurgitado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo a seguir, um terceiro adulto se aproxima. O pai estica o pescoço em alerta e o frango some da vista no ninho. O macho alça voo e consigo, a muito custo aqui da praia, distinguir o infante. Agachado e quieto no ninho. A mãe permanece sobre a pedra, no mesmo local onde estava desde que cheguei. O pai sai atrás do intruso e, pouco tempo depois, a mãe alça voo também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passa o tempo e os adultos chegam ao ninho quase ao mesmo instante. O frangote finalmente se levanta do ninho e vai em direção aos pais. Está seguro. O primeiro adulto sai voando. O segundo caminha um pouco sobre a pedra e também voa, deixando o filhote novamente sozinho. É como se eles dissessem: Vem, filho, voa! Mas o coitado pula, bate as asas meio desajeitado e não consegue ir além. A envergadura de suas asas já está de bom tamanho, mas a tentativa não foi muito convincente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos pais, após esta lição, volta à pedra e se posta ao lado do ninho em pé. Mais um pouco e o filhote estará acompanhando os pais pelos ares. Aprenderá a pescar e a brigar pelos restos dos restaurantes na beira da praia. Verá como o mundo é muito maior que aquela pedra e se aventurará pelos ares e pelo mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os adultos se alternam. Precisam levar mais comida para que o filhote a processe em ossos, músculos e penas. E cocô também, mas isto só servirá para agregar mais matéria orgânica à árida pedra que de há muito ostenta uma coroa de vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um raro gavião passa piando o seu pio de águia, mas o ovo já virou pinto e o pinto já virou um frango que já não tem mais tamanho para virar janta para aquele ameaçador e minúsculo rapineiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-942684128816606609?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/942684128816606609/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=942684128816606609&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/942684128816606609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/942684128816606609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/10/o-pinto-virando-frangote.html' title='O PINTO VIRANDO FRANGOTE'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-2766598356406845761</id><published>2009-10-16T07:44:00.001-03:00</published><updated>2009-10-16T07:44:41.131-03:00</updated><title type='text'>VENTO E SAL</title><content type='html'>O vento sul bate forte sobre o ninho. Uma gaivota permanece no posto saindo a seguir, talvez para buscar alimento. O filhote permanece, porém não se consegue ver o infante da calçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daqui se vê que uma gaivota tenta sair da praia em direção ao ninho, mas não consegue devido ao vento contrário. O filhote aparece sobre o ninho. Está só. Aprendendo por conta própria a enfrentar a inclemência dos elementos que farão parte de seu dia-a-dia. O vento e o mar. Fustigado, este joga uma chuva de sal sobre o ninho. Assim é a vida no mar, aprende o frangote. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O vento sopra com força, penteando os jerivás que se agrupam na minha frente. Quatro cabeludos e magros troncos parecem avançar em direção ao sul, com suas cabeleiras penteadas para trás. Parecem saídos de algum filme do Pink Floyd. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecem, pois continuam cravados no solo com suas raízes rasas e sólidas. Porém quem avança para a pedra, com voos laterais que os grandes pilotos da Primeira Guerra dominavam, foi nossa gaivota. Acomoda-se no ninho e permanece ali, voltada para o sul a enfrentar o vento. A segunda gaivota pousa na pedra. Permanecem ali por um curto espaço de tempo, já que a primeira volta a alçar voo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chuvisqueiro salobro vindo do mar atinge a praia, acabando com o que resta da lata da rural. O mar revoltado com o vento, quebra forte, quase no muro da calçada, levantando um spray que toma conta do ambiente. O próprio vento sacode com força os veículos estacionados na beira. Mas a gaivota resiste sobre a pedra. Não está no ninho. Neste apenas o filhote permanece, tentando se proteger da tempestade de vento e sal.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-2766598356406845761?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/2766598356406845761/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=2766598356406845761&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2766598356406845761'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2766598356406845761'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/10/vento-e-sal.html' title='VENTO E SAL'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6332537421916116579</id><published>2009-10-04T15:56:00.001-03:00</published><updated>2009-10-05T11:16:38.122-03:00</updated><title type='text'>ROTINA A TRÊS</title><content type='html'>Na pedra uma gaivota está no ninho enquanto a outra dá plantão bem ao lado. Parece ter alimentado o filhote que ainda não se arriscou fora do quente do ninho, pelo menos neste dia ventoso e ameno de primavera. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outra pedra mais distante vejo que há mais uma gaivota chocando em seu ninho.  Numa terceira, um par de biguás abrem as asas com as costas ao sol. O sol que hoje, sob nuvens grossas vindas do sul, ainda assim os aquece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém neste aqui a nova vida rompeu a casca. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gigante do topo do Cambirela esconde-se sob as nuvens baixas lá do outro lado. E ao sul há sol. Se vê o sol sobre os cumes mais ao sul, na boca da baía. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O nosso brioso casal, por sua vez, permanece sobre a pedra do ninho por um bom tempo, até que uma delas voa para outra pedra e o pinto se ergue. Espia, ao lado da gaivota que ficou, toma confiança e sai do ninho.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6332537421916116579?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6332537421916116579/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6332537421916116579&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6332537421916116579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6332537421916116579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/10/rotina-tres.html' title='ROTINA A TRÊS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-3224197339841188880</id><published>2009-09-27T18:35:00.001-03:00</published><updated>2009-09-27T18:35:45.494-03:00</updated><title type='text'>VEIO NA CHUVA</title><content type='html'>Tempos sem escrever sobre o nosso intrépido casal, chego num domingo chuvoso. Tinha passado algumas vezes pela praia, mas sem parar para escrever. Afinal, as gaivotas apenas se revezavam no choco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estranhamente tem uma gaivota na pedra do ninho mas ela não está sobre os ovos, mas de pé sobre a pedra. Sai, caminha, volta, olha, volta a se afastar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez os ovos estejam se abrindo. Talvez a ave tenha perdido o interesse pelo ninho. Voou para a pedra do namoro, deixando o ninho sozinho. Encontra-se com a outra gaivota. Esta vai até o ninho mas voa até longe, retornando logo a seguir à pedra. Observa. Tem algo fora do ninho. E caminha até a gaivota. Tem um pinto na pedra! Veio na chuva.  Um filhote nascido na chuva. Caminhou cuidadoso pela pedra, abrindo as asinhas. Talvez ali estivesse desafiando o vento fraco. Talvez dissesse para o ar que um dia ele o dominaria. Como os seus pais o dominam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pais ambos ficam no ninho por algum tempo. Logo, um voa para outra pedra. Terá que encontrar comida para mais um bico. Entretanto, a gaivota que fica parece estar a alimentar o filhote. Haverá só um? Haverá mais? Isto é algo que meus olhos não alcançam. Uma teleobjetiva registraria melhor que olhos nus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um pinto está lá. É aparente sobre o ninho. Não vejo se há um segundo. Não sei nem quantos ovos existiam ali. O choco das gaivotas costuma ter um a três ovos. Mas aquele filhote lá está. E já abre as asas. Estas não parecem de pinto, mas de um príncipe dos ares e dos mares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como o biguá que se coça caprichosamente na pedra da espera. Outras pedras agora também apresentam gaivotas em seus ninhos. Mas esta aqui é a pedra que abrigou o primeiro casal e agora o primeiro pinto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pássaro sai do ninho e, noutra pedra, volta-se para a minha direção e grasna a plenos pulmões. Mas não é para mim a sua indignação. Várias outras gaivotas voam e gritam saindo da praia. Algumas pousam nos corrimãos, outras nos postes de iluminação da calçada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filhote fica olhando ao longe o intenso grasnar das gaivotas. Uma volta para o ninho. As demais permanecem um instante na calçada e logo batem asas e desaparecem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após toda a agitação, o pinto desaparece no fundo do ninho e a gaivota põe sua cabeça no sovaco. Hábito estranho este das aves. Dormir com a cabeça sob a asa. Estranho pelo menos para nós, primatas de sovacos peludos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cochila na calmaria. O biguá na outra pedra continua se coçando. Todas as atividades belicosas das gaivotas e o biguá apenas se coça. Mais sensatos os biguás. Se há uma coisa que gaivota não é. Ser sensata. Gaivota não é sensata e gosta de roubar a comida de outra gaivota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma vez a praia estava cheia de comida, restos de algum restaurante. As gaivotas brigavam por um único pedaço que pendia do bico de uma, que foge desesperada das outras que a perseguem com tenacidade. Já os biguás preferem pegar seu alimento no fundo do mar. Nadam atrás da vítima com desenvoltura pelo fundo do mar. Os biguás gostam de ter a deliciosa sensação do peixe se debatendo em sua goela, enquanto se deleita num glupt fatal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já o pinto andou se deliciando com o alimento já gosmentamente babado e regurgitado por mamãe. Jamais entenderemos o gosto das aves. Como compreender um bicho de pernas finas e cloaca multifuncional? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A gaivota, após o cochilo e alimentar o filhote voa até perto do abricó, embaixo do qual estou estacionado, retornando para o ninho, para admiração incondicional do filhote. Ele deve achar a mamãe o próprio super-herói japonês. Mas a gaivota volta a pousar, agora de costas para o ninho. O pinto se aventura pela pedra. Nas costas da mamãe. Se cair vira comida de peixe, mas, antes de qualquer escorregão, volta para o ninho e se acomoda para o entardecer que se aproxima.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-3224197339841188880?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/3224197339841188880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=3224197339841188880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3224197339841188880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3224197339841188880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/09/veio-na-chuva.html' title='VEIO NA CHUVA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7031189747660355194</id><published>2009-09-19T10:24:00.000-03:00</published><updated>2009-09-19T10:25:16.988-03:00</updated><title type='text'>NOVOS HÁBITOS</title><content type='html'>Nestes últimos tempos adquiri mais um hábito diário. Assim como tomar banho, escovar os dentes e outros que-tais. Pois adquiri o hábito de ler o camarada Marquinhos Espíndola na contracapa do jornal ou no seu blog.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hábito este culturalmente saudável, para quem quer ficar informado sobre o que acontece por estas bandas. Grandes dicas e eventuais bondades. Seguindo uma dica e incentivado por uma destas bondades, fui ver a Cia. Mário Nascimento de Dança, apresentando seu último espetáculo no Teatro Pedro Ivo. &lt;br /&gt;Embora tenha me provocado uma emoção estética muito positiva, que é uma bela forma de dizer que gostei, não vou falar sobre o espetáculo em si. Afinal não sou crítico de arte, seja que arte for.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quero falar sobre o que vi do lado de cá da ribalta. Se havia trinta pessoas na platéia era muito. Trinta. Um espetáculo daquele porte com tão pouco público. O teatro é longe? A divulgação é falha? Talvez sim. Mas qual o motivo de tão pouca gente comparecer? Talvez seja de gerações se criarem na frente da tevê. Há pelo menos quarenta anos temo nosso lazer portátil, filtrado pela tela da tevê. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se fosse um bonitão de algum programa global, estaria lotado. Mesmo que seu currículo artístico nada mais dissesse que a criatura é ex-BBB. Mesmo que ele nem conseguisse pronunciar algo como currículo artístico sem tropeçar nos erres e nos tes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ali, naquela noite no Teatro Pedro Ivo não havia nenhum global. Havia seis excelentes artistas no palco. Falaram, declamaram, cantaram, tocaram e dançaram para deleite de apenas trinta almas. Cinco na platéia para cada um no palco. Além do oco das poltronas vazias, apenas trinta saíram melhor do que entraram ali.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tive o privilégio de seguir o conselho do grande Marquinhos e ir ver. Outras quatrocentas mil pessoas não. Acho que certo estava eu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7031189747660355194?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7031189747660355194/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7031189747660355194&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7031189747660355194'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7031189747660355194'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/09/novos-habitos.html' title='NOVOS HÁBITOS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-3632279707797324946</id><published>2009-09-19T10:23:00.001-03:00</published><updated>2009-09-19T14:08:02.622-03:00</updated><title type='text'>UM BIGUÁ</title><content type='html'>Nem só de gaivotas vive a Praia do Itaguaçú. Embora invisível para a maioria dos humanos que passa por lá apressada ou desligada, ali no mar acontecem cenas dignas de serem vistas, assim como na beira aparecem pedras dignas de serem exploradas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas vamos ao mar. Um biguá aponta sua cabeça escura no mar. O pescoço longo sustenta o bico erguido. Nele, um peixe insiste em se manter vivo. Raio de prata se movendo vigorosamente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário das gaivotas e outras aves marinhas, o biguá não mergulha do ar para apanhar suas presas. Ele fica boiando, com o bico apontado para cima e os olhos vasculhando a água. Assim que encontra algo que lhe interessa, mergulha da superfície mesmo e nada pelo fundo do mar, buscando seu alimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O peixe, coitado do peixe, trava uma luta inglória contra o bico do biguá que lhe parece imenso. Luta, enquanto o pássaro o mantém apenas preso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num determinado momento, sentindo as forças do peixe se esvaírem, a ave, em poucos movimentos com o pescoço, direciona o peixe com a cabeça para dentro de sua boca e glup! completa sua refeição. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois toma um banho, limpando o corpo com o bico e sacudindo alegremente as penas. Minha vó sempre dizia para não tomar banho de barriga cheia porque eu podia ter uma congestã, como ela falava. Eu nunca tive uma congestã ao tomar banho após uma refeição. Muito menos o biguá. Este, aliás, nem devia ter uma vó lhe dando conselhos. Mergulha. Some no fundo da água atrás de algum outro peixinho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A cena, já sem o biguá, é dominada por duas traineiras brancas e lentas a cruzar a baía. Seguem em fila quase na linha do horizonte. Cortam a faixa verde do mangue da Ressacada, que separa o mar do céu com suas brancuras. Passam pelos morros do sul da ilha rumo algum futuro cardume para encher as redes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes mares cada um provê o seu sustento de sua maneira. Para infelicidade geral dos peixes e moluscos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-3632279707797324946?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/3632279707797324946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=3632279707797324946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3632279707797324946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3632279707797324946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/09/um-bigua.html' title='UM BIGUÁ'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-3886367181638966726</id><published>2009-09-08T11:10:00.000-03:00</published><updated>2009-09-08T11:11:14.485-03:00</updated><title type='text'>COMPANHIA</title><content type='html'>Em dois níveis as gaivotas estão acompanhadas. Aliás, em diversos, mas no momento me interesso por dois. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mais próximo há hoje uma parceria na pedra do ninho. A gaivota continua no choco, mas há uma outra ave fora do ninho, sobre a pedra, bem próxima. Uma ave de corpo e cabeça pardos e anel branco no pescoço. Talvez um filhote? Creio que não. Parece ser um martim-pescador. A proporção entre a cabeça e o corpo é diferente da de uma gaivota e parece muito emplumado para ser um filhote recém nascido. Sim, pois ontem passei pelo Itaguaçú e estava só a gaivota no choco. Muito emplumado o pássaro, se bem que hoje não dá para falarmos em pássaros emplumados sem outras conotações. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega outra gaivota e a ave voa. Um martim-pescador, sem dúvida. Deu para ver bem o bico e o jeito de voar. Porém, num instante, chega outra gaivota, espantando a primeira. Agora sim chegou a companheira do ninho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O martim-pescador pousa numa pedra próxima. Afinal, ele só está querendo uns peixinhos. A primeira gaivota voa para longe, estava querendo talvez os ovos. Já a nossa gaivota, após enxotar o intruso, voa para outra pedra, também próxima e fica ali aguardando a troca de turno. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto me faz lembrar os tempos de caserna, onde havia troca de turno entre os sentinelas e quando estava se aproximando a hora da troca da guarda, ficávamos no alojamento parados, esperando render os outros. Assim como acontece com estas penosas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em outro nível – voltando ao início da crônica, havia dois níveis – outras  das bruxas empedradas do Itaguaçú ganham vida em ninhos de gaivotas. As que ficam em terra já têm sua vida em cabeleiras dreads. dos cactos rainha da noite. As que ficam na beira da praia também exibem suas vidas em cabelos ralos de liquens. Entretanto as que estão no mar agora estão a receber os louros de ninhos junto com a dádiva de viver. Nem que seja por algum tempo. Nem que seja até os filhotes alçarem vôo. Porém os ninhos permanecerão até se decomporem pelo tempo, varridos pelo cruel vento sul e sua chuvarada invernal. Ou, pelo contrário, serão habitados por outros animais ou crescerá alguma orquídea, cuja semente foi carregada por uma das gaivotas presa na palha da praia. Na palha da praia que surge trazida pelo mar, vinda dos costões e depositada polidamente na praia. E assim assistimos o poderoso momento das bruxas se envidando. Deixando sua conotação pétrea para ser algo mais. Ser um pequeno ecossistema onde a vida se faz. A vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este orixá que nos faz compartilhar algo com as gaivotas, as árvores, a própria paisagem. Centelhas orgânicas da natureza.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-3886367181638966726?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/3886367181638966726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=3886367181638966726&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3886367181638966726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/3886367181638966726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/09/companhia.html' title='COMPANHIA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7151448545736064932</id><published>2009-08-31T09:45:00.001-03:00</published><updated>2009-08-31T09:46:44.670-03:00</updated><title type='text'>HOJE O DIA</title><content type='html'>Uma das nossas heróicas penosas hoje estava na pedra do nada. Nada fazendo, enquanto a outra gaivota fazia o de sempre, chocava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém um intruso chega até a pedra do nada, querendo para si o domínio da primeira. Deu-se a briga. Nossa gaivota expulsou a inimiga com grasnados e impropérios, depois de se atracarem numa luta que terminou dentro da água. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A verde água da baía sul sob um dia de radiante primavera. Dia com direito a vento Nordeste que, aqui, é terrau. A água está plácida como a íris de um imenso olho. Verde. O olho e o mar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após a vitória nossa gaivota voou até o ninho, orgulhosa. Seguiu até uma pedra mais alta, ao lado da pedra do banho e, quase que imediatamente, voou para a areia, onde enxotou outra intrusa, com bicadas no pescoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o dia está mesmo para batalhas. Apesar do sol, apesar do vento, apesar da íris do mar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7151448545736064932?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7151448545736064932/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7151448545736064932&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7151448545736064932'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7151448545736064932'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/hoje-o-dia.html' title='HOJE O DIA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-2145895499655555304</id><published>2009-08-31T09:45:00.000-03:00</published><updated>2009-08-31T09:46:13.783-03:00</updated><title type='text'>SEGUE ASSIM</title><content type='html'>Mas o dia segue assim. Completamente ensolarado. Primaverilmente ventoso. O Nordeste continua a soprar, forçando o tempo bom. Nesta condição favorável de sol e vento e praia e água, um guri deixa sua bola ir. Se vai para a água, na inclemência do vento que a sopra para lá. E na água se foi mar adentro, até que uma das bruxas a pega em seu regaço. Uma bruxa-pedra pequena e velha. Enrugada, a pedra segura a bola que fica ali, para desespero do guri a clamar pelo pai. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O super-herói de plantão, o pai. E o homem, de calção, entra na água e nada. Nada e nada. Assim como pode, assim como sabe. E chega na pedra que manteve consigo a bola. Como se soubesse. Como se viva fosse. E lá a bruxa alcançou a bola para o pai, cumprindo a sina. Um de super-herói, a outra de bruxa empedrada.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a bola na mão, volta ao filho que, na praia, o aplaude e venera, entre gritos e pulinhos de alegria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim roda o mundo. Com seus heróis resgatando tesouros entre as pedras do mar. E sobre elas, as pedras, em seu ninho solitário, a gaivota tudo observa, enquanto doa seu calor aos ovos, onde a vida se enforma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-2145895499655555304?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/2145895499655555304/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=2145895499655555304&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2145895499655555304'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2145895499655555304'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/segue-assim.html' title='SEGUE ASSIM'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-612251139747262913</id><published>2009-08-28T07:46:00.001-03:00</published><updated>2009-08-28T07:46:36.689-03:00</updated><title type='text'>CHATA ESSA VIDA</title><content type='html'>Chata essa vida das gaivotas. Uma sempre no choco e a outra atrás de comida ou tomando banho ou fazendo o mais absoluto nada. Olhando a vista. No máximo batendo boca com outras gaivotas. E gostam de brigar, roubar a comida uma da outra ou grasnar uma com a outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o nosso famoso casal passa a metade do tempo no choco. Fazendo absolutamente nada a não ser aquecer os pimpolhos naqueles úteros de casca fina. Por onde os pequenos recebem o ar e o calor que o adulto de plantão placidamente dá. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto isto, a outra gaivota chegou e pousou na mesma pedra que, na outra vez, ela usou para não fazer nada. A pedra do nada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim nossas gaivotas vão nomeando os seus domínios. E assim elas envidam as pedras do Itaguaçú. Ali onde temos o ninho, um pequeno Pão de Açúcar margeado por uma serra de Liliput. Monolitos emersos pequenos do mar da Baía Sul.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A troca de turno se dá de um modo pouco cortês. Acho que nossas gaivotas precisam discutir a relação. A de plantão voou para a pedra do namoro, deixando os ovos a descoberto. Cadê mamãe? Cadê papai? Os ovos se perguntam. Deve ser a segurança que elas têm devido à falta de inimigos naturais. Rapidamente a da pedra do nada assume o posto. Nem olharam uma para a outra. E a vida segue chata para as gaivotas do Itaguaçú.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-612251139747262913?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/612251139747262913/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=612251139747262913&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/612251139747262913'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/612251139747262913'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/chata-essa-vida.html' title='CHATA ESSA VIDA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7848451389036555883</id><published>2009-08-23T22:29:00.003-03:00</published><updated>2009-08-23T22:37:07.776-03:00</updated><title type='text'>HOJE CHOVEU</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SpHusqfb9TI/AAAAAAAAACk/3SzfXcZTrEc/s1600-h/Praia+do+Itagua%C3%A7%C3%BA+identifica%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 207px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SpHusqfb9TI/AAAAAAAAACk/3SzfXcZTrEc/s320/Praia+do+Itagua%C3%A7%C3%BA+identifica%C3%A7%C3%A3o.jpg" border="0" alt=""id="BLOGGER_PHOTO_ID_5373338281517511986" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei tarde hoje. Na verdade nem estava pensando em ir ver as gaivotas do Itaguaçú, mas como estava chovendo copiosamente na Beira Mar Sul, quando voltava da Lagoa,  após uma tarde de recordações, conversas e risos, resolvi dar uma visitada no nosso casal Laridae. Chique, né? Dá um ar mais científico a estas crônicas ciconiformes. Mas vamos parar com isto,  porque, por aqui, o rigor científico ficou no armário, junto com ternos de riscado e de linho.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cheguei e a chuva era apenas um chuvisqueiro fino. Entretanto havia uma terceira gaivota querendo se aproximar do ninho. Das nossas, creio que a fêmea permanecera no ninho chocando, enquanto a outra, que deveria ser o macho, alçou vôo da pedra do namoro, onde estava, para proteger a parceira. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em pouco tempo, a ameaça cessou e a gaivota macho voltou para a pedra anterior, onde permaneceu sem fazer nada, pelo menos no nosso ponto de vista de observadores humanos incultos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora, passada a ameaça, permanece apenas uma neblina sobre um anoitecer apressado pelas nuvens escuras e baixas. Com tudo permanecendo em paz eu me retiro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7848451389036555883?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7848451389036555883/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7848451389036555883&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7848451389036555883'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7848451389036555883'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/hoje-choveu.html' title='HOJE CHOVEU'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SpHusqfb9TI/AAAAAAAAACk/3SzfXcZTrEc/s72-c/Praia+do+Itagua%C3%A7%C3%BA+identifica%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6233449210503881765</id><published>2009-08-23T10:30:00.001-03:00</published><updated>2009-08-23T10:30:31.511-03:00</updated><title type='text'>A NÃO-VIAGEM DE UM NATURALISTA</title><content type='html'>Quarta feira passei pelo Itaguaçú e as gaivotas continuavam a cumprir sua missão de pais. Revezamento no cocho, por enquanto. Agora, no sábado, ainda estão. Uma altaneira sobre o ninho, sob o sol, sobre a pedra. A árida pedra que não mais o é. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra está na pedra do banho. Não sei se movida pela fome ou por um quero-quero que pousou sobre a pedra, alçou vôo nossa gaivota. É interessante notar aqui esta interação entre aves marinhas e terrestres. Nas pedras vemos além das gaivotas, biguás e trinta réis temos quero-queros, bem-te-vis e até pombas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a gaivota voou ao largo num círculo imperfeito. Saiu da pedra do banho e numa curva chegou até a praia, onde estou eu. Sem pousar vasculhou a areia com os olhos, possivelmente tentando identificar algo para se alimentar, seguiu o círculo, tendo o ninho quase como o centro e retornou à pedra do banho. Não pousou, nem o quero-quero saiu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mudou a trajetória e passou bem próximo do ninho. Talvez percebendo a tranqüilidade da outra, mudou novamente o caminho, descrevendo outra curva até uma outra pedra próxima. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se este trajeto fosse um relógio, sendo o ninho o centro e a praia as 6 horas, a pedra do banho estaria às 11 horas e o destino final às 5. Se assim fosse, a gaivota partiria das 11 horas, seguiria em sentido anti-horário até às 6, continuaria o percurso inverso dos ponteiros, voltaria para às 11, seguiria até às 10 ou 9, onde mudaria a trajetória até o centro desse relógio imaginário. Dali seguiria até umas 2 horas e assumiria o sentido dos ponteiros até às 5, onde parou o relógio. Um relógio imaginário que mede as distâncias em vez do tempo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terminado o vôo, a gaivota do ninho se levantou, ajeitou os ovos e voltou à posição de choco. Li num trabalho muito bom (BRANCO, J. O. Reprodução das aves marinhas nas ilhas costeiras de Santa Catarina, Brasil) que as gaivotas põem de um a três ovos, com média próxima a dois. Formam casais estáveis mas nidificam em bandos nas ilhas. Temos aqui um casas estável, com possivelmente mais de um ovo no ninho, porém estão isoladas das demais. Existem muitas outras gaivotas nas pedras próximas e nas demais, mas em torno deste ninho não há outras. E pelo que tinha visto antes, o nosso casal nem permite a aproximação das outras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os inimigos naturais, continuando no trabalho aquele, são os urubus e os gaviões. Porém estes não se apresentaram nestas plagas, talvez até pela proximidade urbana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mar está calmo, um pouco mais alto que da vez passada, céu nublado com vento terrau em rajadas e um calor primaveril de vinte graus. Deu na rádio há pouco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passado algum tempo, onde as coisas permanecem como estão, inicia-se a troca da guarda e o momento de eu me despedir das nossas Larus dominicanus (nada como um trabalho científico para nos embasarmos)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim segue a não-viagem de um amador naturalista ao redor da praia.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6233449210503881765?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6233449210503881765/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6233449210503881765&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6233449210503881765'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6233449210503881765'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/nao-viagem-de-um-naturalista.html' title='A NÃO-VIAGEM DE UM NATURALISTA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-8649662122443274880</id><published>2009-08-16T19:07:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T19:08:03.720-03:00</updated><title type='text'>ENVIDAM AS PEDRAS</title><content type='html'>As pedras do Itaguaçú – as bruxas – têm uma cobertura de aves sobre si. As pedras embruxadas têm aves sobre si. Gaivotas, biguás, garças. As aves envidam as bruxas do Itaguaçú. A natureza em si desfaz o encantamento que Anhangá-pitã lançou sobre a orgia pagã. O deus que os cristãos achavam ser o diabo dos índios. Índio não tem diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além disto tudo, os pássaros dominam as pedras. Áridas pedras que se envidam. Ávidas pedras naqueles pequenos corpos, leves e quentes. Aves. Rainhas do céu.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-8649662122443274880?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/8649662122443274880/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=8649662122443274880&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/8649662122443274880'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/8649662122443274880'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/envidam-as-pedras.html' title='ENVIDAM AS PEDRAS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5174014928981976693</id><published>2009-08-16T19:05:00.000-03:00</published><updated>2009-08-16T19:06:12.538-03:00</updated><title type='text'>AS GAIVOTAS SEGUEM</title><content type='html'>Seguem elas nas pedras do Itaguaçú. Uma no ninho e outra se banhando. Na pedra do banho aquela. Estão estabelecidas, fizeram um lar nas pedras do Itaguaçú. Nas bruxas do Itaguaçú. Tem a pedra do namoro. A pedra do banho. A pedra do ninho. As gaivotas, vagabundas pachorrentas, têm um lar nas pedras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A do choco toma sol nas costas. Virada para sudeste. Na última visita que fiz, ela estava virada para o pôr-do-sol. O horário? O vento? O clima a move. Ou apenas a vontade de apreciar outras paisagens, das muitas que elas têm dali. Daquela pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alimentação farta. Os peixes da praia calma e limpa. Os restos dos humanos, subproduto dos restaurantes. Qual gaivota desperdiçaria um espinhaço de tainha ou centenas de cabeças de camarão? Não saberia dizer se apreciam os ratos. As garças adoram. Tudo isto e com esta vista. Realmente ótimo  para se construir um lar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As gaivotas sabem aproveitar mais o lugar onde moram que os humanos. Estranho isto, não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas agora a gaivota do banho pousa na pedra do ninho. Dá bicadas embaixo das asas, nas costas. Se ajeita após o banho. Para uma certa indiferença da outra. Coisa de ave, decerto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até resolver dar uma levantada. Aí as gaivotas se revezam no ninho. Trocam a guarda do choco. A que se levanta ajeita as penas mas permanece no ninho. Ambas permanecem, mas trocam os papéis. A que se banhava foi para o choco e a outra se levanta, ajeita as penas e voa para outra pedra. Lá segue a se coçar. Afinal, deve dar uma aflição ficar horas literalmente sobre ovos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a barriga sobre os ovos. Na verdade, entre as gaivotas a gestação é mais compartilhada que entre nós, vivíparos. Aqui só a fêmea carrega a cria até o nascimento. Entre as gaivotas, o macho divide a tarefa. A árdua tarefa. A árdua tarefa sobre a árida pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A rotina retorna às gaivotas. Porém com os papéis invertidos. Uma estica as penas enquanto a outra cobre o choco. Realmente a democracia sexual entre as gaivotas é maior que entre os humanos. Quem dirá se compararmos com as galinhas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5174014928981976693?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5174014928981976693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5174014928981976693&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5174014928981976693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5174014928981976693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/as-gaivotas-seguem.html' title='AS GAIVOTAS SEGUEM'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-804777263002958348</id><published>2009-08-14T19:23:00.001-03:00</published><updated>2009-08-14T19:23:51.215-03:00</updated><title type='text'>AS GAIVOTAS</title><content type='html'>As serras parecem não existir do outro lado da baía. A ilha mais se intui que se vê. Mas sobre sua pedra – árida pedra – uma das gaivotas permanece impassível na nobre missão do choco. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A outra se banha apoiada numa pequena pedra atrás da onde está o ninho. Parece estar se alimentando de peixinhos que se protegem junto à pedra. Ou então apenas se banha mesmo. Na distância fica mais difícil distinguir estes detalhes. Detalhes para nós observadores, não para os coitados dos peixinhos que podem estar virando refeição na moela da gaivota. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comeu? Banhou-se? O certo é que saiu, caminhando por sobre a pedra, do meu campo de visão. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas lá para as serras, o que parecia ser um belo entardecer terminou se cobrindo com uma névoa pudica. Pode ser até que chova. Preocupação humana que deve ser indiferente para uma ave marinha que seguirá protegendo os seus ovos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-804777263002958348?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/804777263002958348/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=804777263002958348&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/804777263002958348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/804777263002958348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/as-gaivotas.html' title='AS GAIVOTAS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-8482852849663370817</id><published>2009-08-12T19:17:00.001-03:00</published><updated>2009-08-12T19:17:57.801-03:00</updated><title type='text'>O CASAL</title><content type='html'>O casal de gaivotas, ontem, estava no maior namoro no entardecer do Itaguaçú. As gaivotas do ninho. Da árida pedra do mar do Itaguaçú. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje uma está no ninho e a outra (o outro?) em outra pedra. Dando um tempo? Esticando as pernas? Afinal, ficar agachado num ninho, talvez já em cima de um ovo durante doze horas por dia, deve deixar os joelhos doendo. Bom, quanto às 12 horas, consideremos que haja democracia sexual entre as gaivotas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De repente a gaivota que estava no ninho voa. Para a pedra do desejo, onde estavam ontem. O outro esticou os olhos e se interessou. Mas não foi voando na carniça. Não. Jogou-se da pedra na água e foi nadando mansamente. Subiu a pedra caminhando como um cavalheiro e foi namorar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Executaram um tipo de dança com movimentos rítmicos de pescoço, com as cabeças coladas pelo lado e bicadelas mútuas. Lado a lado. A pedra essa é bem plana, se comparada com as demais e permite uma boa dedicação ao flerte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O macho subiu nas costas da fêmea. E ficou literalmente de pé sobre as costas da fêmea. Ela o equilibra e ele bate as asas, enquanto abaixa a traseira do corpo se dando a cópula. Se bicam ardentemente, apesar de parecer algo desajeitado para nós com nossas bocas mais, digamos, anatômicas para tal fim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em poucos instantes tudo se acaba. Lembremos que se trata de aves, como as galinhas e os patos. Ficam a uma certa distância uma da outra, enquanto se recompõem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco tempo depois recomeçam a dança. Mais próximas da água desta vez. Em outra pedra um quero-quero observa. Assim como eu, nesta função inusitada de voyeur. Seguem as danças eróticas, pelo menos para as gaivotas há um grande erotismo naquelas danças. E segue o esfrega-esfrega de pescoço e bicadas afetuosas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, outra gaivota se aproxima do ninho e uma delas, possivelmente o macho, voa em torno da pedra do ninho, espantando o intruso. Pousa na árida pedra indicando ser seu o domínio. Entretanto, o namoro foi postergado. Agora ele está soberano sobre a pedra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No final do dia, com o sol se escondendo entre as serras, as gaivotas voltam ao ninho. Trabalham um tanto para ajeitá-lo. A fêmea se acomoda e o macho toma sentinela no ponto mais alto da pedra. A árida pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinco horas. O sol já lateral ilumina as pedras com uma maior dramaticidade. Os biguás, gaivotas e outros pássaros menos cotados continuam esvoaçando por entre a paisagem. Nosso casal organiza o lar. Ao mesmo tempo em que cuida a presença eventual de invasores. Sempre tem um pescoço erguendo uma cabeça branca.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até que se acomodam. E este se acomodar mostra o momento da minha retirada. E saio pensando que voam centenas de aves à volta, entre as pedras do Itaguaçú. Tem até nosso casal que confia a ponto de erguer um ninho a cerca de apenas meia centena de metros da praia E os pássaros voam sob o sol sensual da primavera que começa a se mostrar para nós. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o incrível, o mais incrível disto tudo, é que, ocupado com seus afazeres, os humanos nada vêem disto tudo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-8482852849663370817?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/8482852849663370817/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=8482852849663370817&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/8482852849663370817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/8482852849663370817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/o-casal.html' title='O CASAL'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-9142335684776130940</id><published>2009-08-10T08:11:00.001-03:00</published><updated>2009-08-10T08:11:25.067-03:00</updated><title type='text'>O NINHO</title><content type='html'>Tem um ninho numa pedra do Itaguaçú. Duas gaivotas trabalham duro para construir o ninho na aridez da pedra. O material buscam na praia. Voam baixo e carregam gravetos até o alto da pedra onde o ninho está. Acharam um local que permite a nós, caminhantes da praia, acompanhar o desenvolvimento da obra da natureza. Ninho, ovo, filhote, peixinhos, plumas. E os primeiros vôos até deixarem o ninho.&lt;br /&gt;Mas após o trabalho as duas gaivotas foram até outra pedra. Esta mais baixa e entrando suavemente no mar. Ali elas se banham. Viradas de modo a observar o ninho, se banham. Descansam do dia extenuante, carregando os gravetos da praia para a pedra. Se revezando na tarefa de dar forma ao ninho sobre a pedra.  &lt;br /&gt;Tudo isto perto da praia. Sobre a pedra. Sobre uma das bruxas do Itaguaçú a vida se faz diante de nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-9142335684776130940?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/9142335684776130940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=9142335684776130940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/9142335684776130940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/9142335684776130940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/08/o-ninho.html' title='O NINHO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6767501107936297210</id><published>2009-07-18T23:03:00.000-03:00</published><updated>2009-07-18T23:04:49.254-03:00</updated><title type='text'>DIVULGAÇÃO ENFURECIDA</title><content type='html'>Estava vindo para casa ouvindo o programa do Marquinhos Espíndola, o Paredão, no rádio. O Grande Marquinhos, que tem um espaço excelente, formador de opinião e sabe o utilizar muito bem. Para júbilo da cultura local. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas eu estava ouvindo o Marquinhos colocar a excelente música catarinense e me lembrei de outras eras, outros programas, outras rádios, outras cidades, mas a mesma fúria divulgadora do que temos de melhor no quintal de casa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Anos 70 em Porto Alegre, a rádio Continental (1120 kHz) transmitia um programa à noite, Mr. Lee in Concert, patrocinado, claro, pelas Calças Lee. Comandado pelo Mr. Lee, heterônimo do Júlio Fürst. E rolava a melhor música porto alegrense que havia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o tempo, o Mr. Lee começou a realizar shows, Vivendo a Vida de Lee, que congregavam diversas bandas locais, dos mais diversos estilos. Teve um no Auditório Araújo Viana, espaço antigamente ao ar livre no Parque da Redenção. Foi uma tarde e uma noite de pura viagem no que veio depois a ser conhecido como MPG (a música popular gaúcha).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele show foi tão maluco que num determinado momento quando estava uma das melhores bandas de rock que apareceu, o Mantra, num céu noturno aberto, por sobre o palco, surgiu um meteorito bem grande e estourou em diversas estrelas cadentes menores que seguiram a abóboda do céu até sumir atrás do público. A banda parou de tocar, todo mundo ficou olhando aquele céu improvável, num evento improvável para aqueles anos ditatoriais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje temos excelentes trabalhos realizados na música de Florianópolis e uma divulgação enfurecida, como o trabalho do Marquinhos, que é tudo que queremos por aqui. Pelo menos me conduziu, com seu programa, a belas lembranças de outras eras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6767501107936297210?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6767501107936297210/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6767501107936297210&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6767501107936297210'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6767501107936297210'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/07/divulgacao-enfurecida.html' title='DIVULGAÇÃO ENFURECIDA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-492315818684310802</id><published>2009-07-14T16:41:00.000-03:00</published><updated>2009-07-14T16:42:23.220-03:00</updated><title type='text'>O ROMANCE E A FRASE</title><content type='html'>Como são as coisas. O que vale mais, pergunto, um romance ou uma frase? Um romance, com seu filme sutil, descrito por milhares de letrinhas dispostas com o cuidado de um miniaturista, ou uma frase espirituosa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Maguila, o nosso bom Maguila, diria, após pensar um pouco, que é um romance. Sem dúvida. Mesmo porque uma frase espirituosa é algo que sai, espirituosamente, em qualquer mesa de boteco. Por outro lado, um romance escrito pelo Maguila venderia quase tanto quanto um Paulo Coelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, uma frase espirituosa vale mais. Pelo menos no meu caso e sob a ótica financeira. Vale mais sim. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma frase espirituosa consigo trocar por um ingresso para um evento, para uma festividade, para um show. Um chôu de outro artista, como diria enfático o heterônimo sborniano do grande Nico Nicolaiewsky. Ao qual tive a satisfação de assistir no final de semana. Isto tudo após ter trocado as minhas frases espirituosas por ingressos, lá na redação do Diário Catarinense. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja, pelo menos no meu caso, as frases valeram mais. Muito mais. Duas frases valeram quatro ingressos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já quanto ao romance, ainda não avaliei, mas certamente terei que escrever muito para poder vendê-lo como um quilo de papel velho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um romance, portanto, não vale nada. Nada a não ser o prazer que ele me propicia ao ser escrito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-492315818684310802?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/492315818684310802/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=492315818684310802&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/492315818684310802'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/492315818684310802'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/07/o-romance-e-frase.html' title='O ROMANCE E A FRASE'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-1495607804588822233</id><published>2009-07-04T22:28:00.000-03:00</published><updated>2009-07-04T22:29:06.701-03:00</updated><title type='text'>RISCO NO CÉU</title><content type='html'>Hoje fiquei aqui sozinho em casa. Os petizes num festerê e eu aqui sozinho. E coloquei prá tocar Risco no Céu. O disco tão desejado e perseguido pelo Carlinhos Hartlieb. O disco que o próprio Carlinhos nunca viu. O disco que os amigos conseguiram, anos depois, lançar in memorium. Na capa, o Carlinhos com seu inseparável chapéu. O Carlinhos dos oclinhos, que cruzávamos lá caminhando pela areia da Praia do Rosa de outros decênios. Onde tudo nos era possível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na capa, o Carlinhos na frente da sua casa, tocando violão, como ele sempre fazia. A casa onde o corpo do Carlinhos foi encontrado pendurado numa corda, como se ele, o doce Carlinhos, tivesse acabado com sua própria vida. Como se todos nós acreditássemos nisto. O tranqüilo Carlinhos de certa forma era nosso porta voz. O Carlinhos e sua música inconfundível. Sua produção tão promissora  que se resumiu a um disco póstumo. Quantos outros Van Goghs ganharam a posteridade após desaparecerem? Porém este nosso teve seu futuro brutalmente interrompido em alguma pedra do costão entre o Rosa e o Luz, por alguém que talvez não aceitasse sua postura alegre e zen. Seu modo de vida. Seu violão e seu astral.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje eu olho o mesmo mar aquele do antigo Rosa. E escuto um mp3 do disco. Coisa moderna que o Carlinhos mesmo nunca sequer sonhou conhecer. Mas tocando um disco que não tem tempo que joga milongas atávicas sobre os pés descalços na areia tocada pelos ventos. Carlinhos por aqui vivo, vivendo a vida eterna na sua obra. Na sua pequena obra que chegou até mim nas costas dos bits que navegam por um rio virtual que se espalha pelo mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás eu percebi que “Por favor sucesso”, ganhador de festivais, era de um riograndense, no caso o nosso Carlinhos,  quando ouvi uma estrofe muito marcante: “veja menina enquanto a chaleira esfria”. Quem se preocuparia com uma chaleira esfriando se não um mateador? Quem marcaria desta forma uma música? Logo uma música “que será sucesso durante um mês”, se não o Carlinhos? O Carlinhos que adotou Santa Catarina como tantos outros que vieram de lá atrás de um lugar melhor para se viver, de uma vida sem tantos simulacros como lá naquele porto que já foi alegre, atrás de um povo mais honesto e feliz. Atrás de uma tainha escalada e de uma pinga do Macacú. De uma casinha no Caminho do Rei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pena, apesar de estar com o Carlinhos aqui na trilha sonora, não ter mais o Carlinhos que se foi. O Carlinhos iterativo que tomava um mate e tocava violão em volta de uma fogueira, numa noite aberta de inverno, na lua cheia do Rosa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-1495607804588822233?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/1495607804588822233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=1495607804588822233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1495607804588822233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1495607804588822233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/07/risco-no-ceu.html' title='RISCO NO CÉU'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5348958495174335521</id><published>2009-07-02T17:49:00.001-03:00</published><updated>2009-07-02T17:49:48.153-03:00</updated><title type='text'>A BIBLIOTECA E O OLHO</title><content type='html'>Olhamos, nós que vivemos todo este processo, com um certo espanto o avanço estupendo da dita tecnologia da informação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Algo que, em poucos decênios, passou do gênio criativo de escritores de ficção científica para a realidade não apenas palpável, como indispensável para este nosso mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vemos surgir, neste ambiente volátil que, como uma imagem, chamamos de virtual, corporações poderosas que entram em nossos lares por meio deste espelho sem aço que nada reflete, mas que suga e dá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tribos aborígenes não se deixavam fotografar, pois acreditavam que a foto lhes roubava a alma. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não chegaremos a tanto? Mas se lembrarmos da obra sexagenária de George Orwell, que se passa no distante futuro de 1984, veremos aqui, um quarto de século após aquele futuro fictício, algo como aquele Grande Irmão. Não o pastiche televisivo, mas o olho que tudo vê, que tudo sabe e que está presente em todos os lugares. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, se recuarmos uns dois milênios, nos forçaremos a comparar com o antigo espírito humano, querendo compilar todo o conhecimento na Biblioteca de Alexandria. Porém a atual não é inflamável, pelo menos para a chama que César usou naquela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, este nosso olhar estupefato, dado a traçar paralelos, se depara com outra inventividade do homem que também o persegue desde antes da contagem do tempo: a criação de deus. Porém não um deus que compartilha conosco a imagem e semelhança bíblica, mas um deus incorpóreo. Como é conveniente para um deus, a bem da verdade. Um deus que permite se mostrar por meio desta janela-espelho da tela. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mais nos preocupamos com seu aspecto distante do mundo concreto. Já nos ajustamos. Como também nos adaptamos ao modo mercantil de ser deste deus que, no afã de nos saber intimamente, troca pedaços desconexos de conhecimento de sua infinita biblioteca Alexandrina por nacos de nossa alma. Como não somos aborígenes nem nada, não chegamos a nos importar com isto, desde que tenhamos como nos relacionar e de pagar as contas sem levantar a bunda da cadeira.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5348958495174335521?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5348958495174335521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5348958495174335521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5348958495174335521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5348958495174335521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/07/biblioteca-e-o-olho.html' title='A BIBLIOTECA E O OLHO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7076187667471300682</id><published>2009-06-15T21:58:00.000-03:00</published><updated>2009-06-15T21:59:47.652-03:00</updated><title type='text'>CRÔNICA DO AVIÃO</title><content type='html'>A primeira vez que comi salmão foi num vôo da Varig. Final dos anos 70 entre Porto Alegre, onde morava e o Rio. Algo glamoroso. Ainda mais com um bom vinho e para finalizar um uísque, antes de avistar pela janela a paisagem deslumbrante e me lembrar daquela bossa:&lt;br /&gt; “Minha alma canta&lt;br /&gt;   vejo o Rio de Janeiro”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As viagens se tornaram corriqueiras. O trabalho me exigia e me brindava com esta possibilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também conheci nos ares outro peixe, a truta, devidamente defumada. Enquanto assistia, como um filme passado numa pequena televisão, as belezas do nosso litoral. Samba do Avião, né?&lt;br /&gt;“Estou morrendo de saudades&lt;br /&gt;  Rio, seu mar, praia sem fim&lt;br /&gt;  Rio, você foi feito prá mim”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os finais de semana eram meus e passava em Copacabana. Nos dias úteis, Icaraí. Andava com relativa desenvoltura pelas ruas arborizadas, pela orla deslumbrante. E preenchia um dos mil lugares da barca para Niterói. &lt;br /&gt; “Cristo Redentor&lt;br /&gt;   braços abertos sobre a Guanabara”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois fui transferido para S. Paulo e lá conheci as agruras executivas da Ponte Aérea. Os possantes Electras e seu sofazinho no fundo. Sem pratos sofisticados, como nos vôos que partiam de Buenos Aires, paravam em Porto Alegre para eu embarcar e seguiam para o Rio. Mas os turboélices nos brindavam com um breve lanche, uma cerveja e o indefectível scotch. &lt;br /&gt; “Este samba é só porque&lt;br /&gt;   Rio eu gosto de você&lt;br /&gt;   A morena vai sambar&lt;br /&gt;   seu corpo todo balançar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois os tempos foram ficando mais duros e os vôos para o Rio se distanciando. Muita coisa mudou nestes anos, com crises e mais crises abalando todo o país, não deixando nem a “pioneira” Varig de fora. Embora toda vez que sobrevoava aquela cidade, a música se repetia na minha cabeça. Tom Jobim:&lt;br /&gt; “Rio de sol, de céu, de mar&lt;br /&gt;      Dentro de mais um minuto&lt;br /&gt;   estaremos no Galeão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem embarquei num vôo da Varig. A aeronave tinha as cores da empresa que adquiriu o que sobrou da velha companhia aérea. Mas a tradição de me apresentar às novidades continuou. Só que desta vez foram as deliciosas bolachinhas salgadas recheadas com uma pasta com sabor de alho. Digamos que o glamour ficou na lembrança, mas&lt;br /&gt; “Aperte o cinto vamos chegar&lt;br /&gt;   Água brilhando &lt;br /&gt;          olha a pista chegando&lt;br /&gt;          e vamos nós aterrar”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7076187667471300682?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7076187667471300682/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7076187667471300682&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7076187667471300682'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7076187667471300682'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/06/cronica-do-aviao.html' title='CRÔNICA DO AVIÃO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-6820712407559849745</id><published>2009-06-08T08:18:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T08:20:40.601-03:00</updated><title type='text'>AS SERRAS</title><content type='html'>A Cidade e as Serras! Eça de Queiroz, me lembrei. Aqui também temos a cidade e as serras. Entretanto temos o mar. E após este mar urbano, se sobrepõem as serras. Quatro camadas se empilham desde a Ponta de Baixo, do outro lado da enseada, onde gaivotas brigam por um peixe e um inusitado sabiá busca o sumo de peixinhos que se aventuram na superfície. Alheios a isto tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As serras ao longe se empilham. E sobem em suas alturas e lá de cima se enxerga o mar. Não as gaivotas, muito menos o peixinho no bico do sabiá marinho, que dos galhos de uma árvore que insistiu em crescer na praia, apesar do sal, exerce o ofício que talvez alguma gaivota lhe ensinou. Mas de lá se enxerga o mar. E de cá se vê as serras como eternas camadas torta de bolachas irregular.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-6820712407559849745?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/6820712407559849745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=6820712407559849745&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6820712407559849745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/6820712407559849745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/06/as-serras.html' title='AS SERRAS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-1857814364905566494</id><published>2009-06-08T07:46:00.000-03:00</published><updated>2009-06-08T07:47:26.490-03:00</updated><title type='text'>AS IMPACIENTES GAIVOTAS</title><content type='html'>As gaivotas na beira aguardam impacientes. Em vez de buscar seus peixes em mergulhos acrobáticos, aguardam impacientes. Em vez de lutar por seu sustento, aqui aguardam gordas, com sua conversa desengonçada, seu nadar de pato e seu vôo suave.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Praia das Palmeiras, num domingo de sol, as gaivotas não vão em busca de seu sustento. Será que cristãs guardam o domingo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elas aguardam e gritam nas águas calmas da baía. Aguardam, que das mesas dos restaurantes, voem em sua direção deliciosos nacos de peixe ou camarão jogados pelos clientes. Como num churrasco, onde se joga os ossos para os cuscos, aqui as gaivotas se banqueteiam com os restos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E roubam os nacos umas das outras. Mesmo havendo alimento suficiente para todas, perseguem-se mutuamente, como se a comida roubada fosse mais gostosa. Congressistas gaivotas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E nas pedras, mais adiante, dezenas de outras tomam sol e devem, saciadas, assistir a ópera bufa que se passa na praia. E lá numa pedra, mais ou menos eqüidistante de mim, se destaca preto, em meio às outras silhuetas, um biguá, que talvez esteja a me olhar aqui a escrever.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-1857814364905566494?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/1857814364905566494/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=1857814364905566494&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1857814364905566494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/1857814364905566494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/06/as-impacientes-gaivotas.html' title='AS IMPACIENTES GAIVOTAS'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-2879108986138384545</id><published>2009-06-06T21:58:00.000-03:00</published><updated>2009-06-06T21:59:16.369-03:00</updated><title type='text'>A SEXTA EM QUE A CIDADE PAROU</title><content type='html'>Sexta feira. Pleno Dia Mundial do Meio Ambiente, que foi comemorado em Floripa com um engarrafamento enorme para o tamanho da cidade. Eu estava no trânsito e me lembrei de um conto do Júlio Cortazar dos anos 60, “La Autopista del Sur” onde um engarrafamento toma dimensões inusitadas. Pois a cidade naquela tarde estava assim. Trancada. Disseram que foi por causa do par de horas de greve dos ônibus, ocorrida pela manhã. A disputa entre os motoristas e os empresários que anda colocando todo o povo como refém. Quem passou por algum percalço nos ônibus, tirou seu carro da garagem após o almoço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, seja o que for, aquela tarde mais parecia uma amostra do que deverá acontecer no nosso trânsito em breve. Há poucos dias foi notícia ser Floripa a segunda pior cidade no mundo em mobilidade urbana, segundo estudo científico da Universidade de Brasília. E a cidade, na sexta, confirmou estes estudos, mesmo tendo sido rotulados como um exagero pelo Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis). A sexta feira desmentiu o Ipuf numa lentidão desesperadora. Qualquer rua que se entrasse, em pouco tempo estava se engrossando a fila. Lenta ou mesmo parada. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Convém salientar – e o Ipuf certamente sabe disto – que a circulação dos veículos é muito parecida com a circulação de particulados, como grãos ou a areia. E os grãos em movimento, assim como os carros, se comportam quase como um fluido. Porém, quando estáticos, tem o comportamento de sólidos. Isto me fez imaginar o dia em que o trânsito deixará de fluir. E as ruas de nossa cidade se transformarão, como rios de lava solidificada, em rios de carros abandonados. Aos poucos oxidando sob a maresia do vento sul. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Talvez aí possamos sair de bicicleta em paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-2879108986138384545?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/2879108986138384545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=2879108986138384545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2879108986138384545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2879108986138384545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/06/sexta-em-que-cidade-parou.html' title='A SEXTA EM QUE A CIDADE PAROU'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-5483180959901798840</id><published>2009-06-02T08:13:00.001-03:00</published><updated>2009-06-02T08:14:41.520-03:00</updated><title type='text'>A COPA DO MUNDO NÃO É NOSSA</title><content type='html'>A copa do mundo não é nossa. Florianópolis foi preterida para ser uma das sedes da Copa do Mundo. Se isto é bom ou é ruim, não sei. O que sei que esta desclassificação está produzindo muita discussão entre os envolvidos. Uns dizem que foram problemas técnicos. Outros dizem que foram políticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os problemas técnicos que impediram a vinda de algumas seleções para cá, podemos até deduzir o que houve. Dá para imaginar a delegação de algum país baseando-se num bom local, com estrutura condizente e tudo o mais, para hospedar os futebolistas. Digamos que este local fique no Santinho. A delegação vai para o treino. Sai do Santinho e se dirige para a Ressacada, estádio auxiliar à flamante Arena Florianópolis. Quanto tempo irá perder neste trajeto? Isto se nenhuma moto for abalroada durante o trajeto e trancar todo o trânsito ou na SC401 ou nas Rendeiras. E pior para outra delegação que treina no Cambirela e tem que enfrentar todos os dias os engarrafamentos em direção à Palhoça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto sem falar dos turistas que irão acompanhar o evento. Serão centenas de milhares de turistas por toda a cidade. A população subirá repentinamente para 2 milhões de pessoas. Pior! Dois milhões de aparelhos digestivos depositando no ambiente florianopolitano o seu meio quilo diário de cocô. Será que até 2014, nossa cidade terá rede e estações de esgoto suficientes para processar mil toneladas por jornada?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digamos que, não vindo seleções européias, cada novo habitante da cidade tenha por hábito tomar seu banhozinho diário. Serão uns 200 litros de água consumida por alma. Serão 400 milhões de litros de água potável por dia. Novamente pensamos que daqui até 2014 são cinco anos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a energia elétrica? Haverá suficiente? Bom, pelo menos Florianópolis já está integrada nos sistema nacional de energia. O que não estava até o ano passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí, digamos que o jogo seja às 20 horas. E o pessoal chegou na cidade por via aérea e precisa se deslocar à Arena antes do início da contenda. Terá que cruzar a ponte, digamos às 18:30 e depois ingressar no Estreito. Quem mora aqui sabe o que isto significa quando estamos com nosso meio milhãozinho de almas. E quem não mora talvez até consiga imaginar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que em apenas cinco anos teremos condições de fazer o que não fizemos por décadas a fio?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se os problemas de recusa de Floripa forem políticos? Bom, aí melhor nem falar. Nosso governador não tem força? Nossos senadores e deputados não apitam nada em Brasília? Ou será que eles ficam brigando entre si por problemas comezinhos em seus currais? Melhor nem falar, melhor nem falar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que fique a lição. O Brasil teve uma Copa em 1950. Agora estará sediando a segunda 64 anos após. Podemos lançar a campanha para trazermos alguns jogos em 2078. Talvez até lá tenhamos solucionado a infraestrutura urbana de nossa cidade. Talvez até lá a ilha já tenha virado um imenso sambaqui de caliça e excrementos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-5483180959901798840?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/5483180959901798840/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=5483180959901798840&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5483180959901798840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/5483180959901798840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/06/copa-do-mundo-nao-e-nossa.html' title='A COPA DO MUNDO NÃO É NOSSA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-713390565823715355</id><published>2009-03-25T08:25:00.001-03:00</published><updated>2009-03-26T23:10:01.717-03:00</updated><title type='text'>NOVAS AVENTURAS NA BARCA</title><content type='html'>Conheces a Tânia Piacentini? Pois a Tânia, a grande timoneira ilhoa sempre nos proporciona gratas surpresas. Outro dia, no início de uma noite ainda calma de sexta feira, graças aos movimentos da Barca dos Livros, houve um encontro marcante para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava eu no deck da Lagoa, esperando o início da conversa com um grande escritor, sentado num dos bancos, apreciando a linda vista e os barcos atracados. Vejo então na minha frente alguém que não via há quase trinta anos. Um grande amigo que, aliás, é o grande escritor citado, Tabajara Ruas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E enquanto me levantava sorrindo e me dirigia até ele, que também apreciava o deck, o Taba passou a olhar aquele homem de meia idade caminhando em sua direção. Atônito apertou minha mão estendida com uma cara de de-onde-que-eu-conheço-este-sujeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A medida que citava nomes conhecidos, comecei a remoçar e me situar numa distante Cidade Baixa. No tempo e no espaço. Atrás da barba e do cabelo mais ralo e desgrenhado. Um efusivo abraço foi o marco do reconhecimento da figura aquela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto tudo isto acontecia, ali ao lado dos barcos, em frente à Barca, eu comecei a imaginar a insólita viagem do Taba nesta vida. Como tudo leva às águas, não poderia ser diferente se eu visse o Tabajara embarcando num caíque de chibeiro, porém não atravessando o Uruguai, mas ganhando força de sua correnteza para seguir viagem. Descer o Rio da Prata e chegar ao Atlântico. Tomar a Corrente das Malvinas, como os pingüins e baleias fazem, cruzar a costa brasileira, a Ilha de Santa Catarina, ganhar o mar profundo, Cabo Verde, a costa africana, os Açores, a Ibéria, cruzar o Canal da Mancha, talvez, para terminar a viagem no porto de Copenhague, possivelmente tomando uma cerveja dinamarquesa olhando o movimento dos barcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada muito complicado para um gaúcho fronteiriço. Nada precisando além de dois braços fortes para os remos. Ou talvez uma vela quadrada num mastro singelo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém nosso herói faria um trajeto mais sinuoso. Molhando seus pés no Pacífico ou quem sabe cruzando por alguma ilha caribenha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando ele voltou ao sul do mundo houve um encontro entre os que foram e os que não foram depois de tanta ditadura. Respirávamos naquela época palavras como Anistia, Diretas e os verdes sonhos da esperança lá naquele sobrado distante da Cidade Baixa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isto tudo foi só um minuto sobre o deck da Lagoa. Depois disto nos dirigimos todos à Barca, onde fomos brindados com a hospitalidade dos anfitriões e nem vimos o tempo escorrer durante uma conversa animada que o enfeitiçou, fazendo ele ir e retroceder. Parar e saltar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Presente da Tânia. Dela e de suas “camaradas”.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-713390565823715355?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/713390565823715355/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=713390565823715355&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/713390565823715355'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/713390565823715355'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/03/novas-aventuras-na-barca.html' title='NOVAS AVENTURAS NA BARCA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-2364639743460001372</id><published>2009-02-03T18:01:00.005-02:00</published><updated>2009-02-03T19:00:23.062-02:00</updated><title type='text'>PRIMEIRO CENTENÁRIO</title><content type='html'>Cem anos atrás na cidade de Porto Alegre. Início do século vinte, que trazia em si a industrialização do mundo e – pasmem! – os automóveis. Algo fascinante, pelo menos para a província que saíra, há pouco mais de vinte anos, de uma revolução sangrenta. Há pouco tempo mais, o próprio país se tornara os Estados Unidos do Brasil e os homens todos se tornaram livres. Livres para a fortuna e livres para a miséria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste cenário progressista, a cidade era, ao mesmo tempo, centro de uma região distante e meio primitiva por um lado e berço do Positivismo no país, por outro, representado por Borges de Medeiros, eternizado num monumento na Praça da Matriz e, antes disto, na presidência da província. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas naquela cidade desembarcaram uns rapazes vindos da grande metrópole paulista e seu assombro foi não poderem jogar o “foot-ball”, pois o único “team” local que praticava o esporte era elitista e não permitia que pessoas não oriundas da fechada sociedade local compusessem seus quadros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude destes moços, como se dizia na época, foi reunir seus amigos e fundar um clube que a todos acolhesse, sem qualquer distinção de origem ou classe. Assim fazendo, pertinho da Várzea da Redenção, criaram o Sport Club Internacional, que jamais recusaria alguém em suas fileiras. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta mesma turma, algum tempo depois, chocaria ainda mais os conservadores locais, pois incorporaria a Liga da Canela Preta, que agrupava as pessoas “de cor” que também gostavam de bater uma bolinha. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, o Colorado, que herdara as cores do bloco Os Venezianos, ganhava o seu mascote, imortalizado décadas depois no traço inconfundível de Ziraldo, o Saci, negrinho alegre e zombeteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá por aqueles tempos distantes, dois amigos, passaram a freqüentar o clube. Eram meu avô e seu cunhado. E junto deles e do meu pai, entrei a primeira vez nos Eucaliptos para ver o Inter jogar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali conheci o Vicente Rao, um misto de Rei Momo, Papai Noel e colorado doente que fascinava a todos pelo tamanho de sua generosidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqueles meus dois velhos, porém, não chegariam a ver o Beira Rio concluído, mas meu pai sim, e como conselheiro e dirigente do clube. Com ele e já com a minha mãe e meu irmão, passamos a freqüentar as obras do novo estádio que surgia gigantesco de dentro das águas do Guaíba. Milhares de mãos levantavam aquele titã de concreto e ferro a partir do nada. A partir apenas do desejo dos colorados que apareciam todos os dias levando desde suas economias até meia dúzia de tijolos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha família embarcava no troleibus no Centro e descia no fim da linha. Dali seguíamos caminhando até o barro da obra. Chegávamos pela manhã, almoçávamos o melhor churrasco do mundo, na churrascaria Saci e íamos caminhar entre os tapumes e montes de cimento daquela elipse que lentamente se fechava. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje embora esteja longe de Porto Alegre, meu coração continua com a mesma cor e batendo com a mesma força. E me orgulho de ver o Colorado no ponto mais alto onde qualquer clube de futebol possa alcançar. E mais ainda me orgulho de ver em meus filhos e meus sobrinhos a quarta geração de colorados na família. Sim, recém a quarta geração, pois apenas completamos o nosso primeiro centenário.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-2364639743460001372?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/2364639743460001372/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=2364639743460001372&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2364639743460001372'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2364639743460001372'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/02/primeiro-centenario.html' title='PRIMEIRO CENTENÁRIO'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7267681853954089780</id><published>2009-02-02T09:47:00.002-02:00</published><updated>2009-02-02T09:48:04.522-02:00</updated><title type='text'>O SARNEY DE ROMA</title><content type='html'>Meu nome é uma homenagem ao meu pai que, por sua vez, teve seu nome em homenagem ao seu tio e este foi batizado em homenagem ao grande tribuno romano Marco Túlio Cícero, orador excepcional que viveu há dois mil anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nestes tempos modernos, esta questão de nomes me veio à cabeça lendo nos jornais sobre a disputa pelo senado. Não o romano, mas o brasileiro, onde aparece novamente o nome do nosso acadêmico José Sarney. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como Cícero, José Sarney é um tribuno e escritor, porém Sarney não estudou filosofia com os gregos, mas, como presidente, foi o fundador da Nova República e ocupa a cadeira de Tobias Barreto na Academia Brasileira de Letras. A Nova República, para quem não se lembra, foi “fundada” com o fim da ditadura militar e a subida ao poder de Tancredo Neves que, num suplício que aumentou o Ibope da televisão por mais de uma semana, morreu, deixando o vago o cargo para o seu vice, o grande tribuno, nosso caro Sarney. Quanto à Academia Brasileira de Letras, ela foi fundada por Machado de Assis para reunir os grandes escritores brasileiros, nos moldes da Academia Francesa. Deste modo reúne até hoje os grandes das letras de nosso país, como Marco Maciel, Ivo Pitanguy e até o darling Paulo Coelho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto tudo me faz pensar. Será que daqui a dois mil anos, a humanidade terá crianças com o nome de Sarney em homenagem ao nosso imortal? Será que as Wikipédias do futuro se referirão ao meu velho xará como um Sarney da Antiguidade Clássica?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fico pensando nestas coisas e que naqueles tempos antigos, também as disputas políticas eram acirradas, tanto que o meu xará, diferentemente do nosso querido José Sarney, foi degolado e teve as mãos e língua decepadas e expostas publicamente. Logo ele, que foi um Sarney de Roma.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7267681853954089780?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7267681853954089780/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7267681853954089780&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7267681853954089780'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7267681853954089780'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/02/o-sarney-de-roma.html' title='O SARNEY DE ROMA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7965851625055420380</id><published>2009-01-26T09:29:00.001-02:00</published><updated>2009-01-26T09:29:59.482-02:00</updated><title type='text'>A BARCA</title><content type='html'>Quem não foi perdeu o encontro com o Sérgio da Costa Ramos e o Flávio José Cardozo. Foram duas horas de um belo bate papo com estes nossos dois grandes cronistas no último dia 23 na Barca dos Livros no Centrinho da Lagoa da Conceição. E, como falou o Sérgio, que ela navegue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que seja esta nossa Barca, uma pequena biblioteca de Borges, onde cada página que ali se encontra seja uma dobra de um labirinto infinito de palavras e idéias. Como tem que ser, pois ela contém o todo dentro de sua finitude. Uma biblioteca é uma casa com alma.  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, como um Seival às avessas, que não ganhe rodas para singrar os campos. E que não tenha um Garibaldi no timão, mas uma Anita que ice as suas velas, solte as suas amarras e transforme os sonhos em quilhas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E assim, finalmente, que a Barca ganhe a Lagoa e navegue rumo a um mar de leituras futuras para todos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns à Barca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;26/01/09&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7965851625055420380?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7965851625055420380/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7965851625055420380&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7965851625055420380'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7965851625055420380'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/01/barca_26.html' title='A BARCA'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7706910422452740554</id><published>2009-01-20T09:00:00.000-02:00</published><updated>2009-01-20T09:02:40.348-02:00</updated><title type='text'>O VERÃO EM FLORIPA FAZ PENSAR</title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; 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Pensamento sobre os turistas que enchem nossas praias e demais espaços públicos. E daí sobre os migrantes que povoam nossa cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;font style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;font style=""&gt;Sobre os turistas, nada melhor que ter em mente que, além de encher nossas praias com seus sotaques e línguas e jeitos e hábitos, enchem também os cofrinhos dos bares, restaurantes, hoteis, e lojas. Eles fazem girar mais rápido a roda da economia. Todo os verões. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;font style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;font style=""&gt;Sobre os migrantes, ora, o Brasil é um país de migrantes e imigrantes. Assim como todo o continente americano. Se tu és nativo, teu pai ou teu avô ou mesmo o teu bisavô não o era. Temos que ter a atitude de integrar os migrantes à nossa comunidade e saber aproveitar o que eles estão trazendo de bom em sua bagagem. Não nas malas, mas em seu jeito de ser, em sua cultura, em seus modos. E por que eles não aproveitarão o que há de bom em nossa cultura? Isto faz a evolução dos costumes e da própria humanidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;font style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;font style=""&gt;Assim poderemos ver o argentino aquele que mora ali jogando dominó, ou o paulista comprando uma rosca, ou o gaucho levando o seu curió para passear, ou o uruguaio no boi de mamão. Ganhamos nós. Ganhamos todos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7706910422452740554?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7706910422452740554/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7706910422452740554&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7706910422452740554'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7706910422452740554'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/01/o-vero-em-floripa-faz-pensar.html' title='O VERÃO EM FLORIPA FAZ PENSAR'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-7751094117888311812</id><published>2009-01-17T13:12:00.004-02:00</published><updated>2009-01-18T11:43:00.456-02:00</updated><title type='text'>A CIDADE &amp; COMPARAÇÃO (a primeira crônica, ainda em Porto Alegre)</title><content type='html'>O dia era de sol. Até que estava agradável. Estava tudo igual. A mesma floresta de concreto, fria. Ao fundo o Guaíba parecia um mar de lama. O ar com o mesmo cheiro desagradável. Os automóveis, engarrafados ao longo de toda a rua, pareciam uma massa de ferragens coloridas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acendi um cigarro e observei as pessoas. Eu disse pessoas? Pareciam mais autômatos. Todos programados. Um tem que ir para o trabalho. Outro para o cursinho. Todos andando depressa. Todos atrasados. Quem estava de carro gostaria de estar a pé, pois o trânsito tinha parado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não havia mais árvores. A única coisa verde era um fuquinha parado na esquina. A prometida área verde que ia sair na outra quadra virou estacionamento. Antes mesmo de crescer o primeiro tufo de musgo. Centenas de passarinhos não voam mais ali. Não havia sequer crianças na rua. Talvez porque suas mães tivessem medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passou uma ambulância. Sua sirene destacou-se do já insuportável barulho das ruas. Talvez estivesse levando mais uma vítima do progresso. Passou cortando entre carros e buracos, de onde alguns trabalhadores extraiam seu pão sem saber que poderiam ser a causa da neurose de muitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde havia o verde da grama,&lt;br /&gt;há o negrume do asfalto sujo de papel.&lt;br /&gt;Onde havia árvores,&lt;br /&gt;há construções enormes.&lt;br /&gt;Onde corriam livres os animais,&lt;br /&gt;correm os automóveis.&lt;br /&gt;Onde os tatus escavavam suas tocas.&lt;br /&gt;máquinas amarelas barulhentas furam buracos&lt;br /&gt;Onde havia um céu azul pontilhado de pássaros,&lt;br /&gt;há um céu cinzento empipocado de aviões.&lt;br /&gt;Onde as capivaras brincavam,&lt;br /&gt;há um cais imundo cheio de navios.&lt;br /&gt;Onde os peixes nadavam,&lt;br /&gt;há um rio marrom em que bóia lixo.&lt;br /&gt;Onde havia vida,&lt;br /&gt;há máquinas.    &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1973&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-7751094117888311812?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/7751094117888311812/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=7751094117888311812&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7751094117888311812'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/7751094117888311812'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/01/cidade-comparao-primeira-crnica-ainda.html' title='A CIDADE &amp; COMPARAÇÃO (a primeira crônica, ainda em Porto Alegre)'/><author><name>Cicero Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18256486096937243657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_QNDPdcumm60/SVV1XlAXZEI/AAAAAAAAAIk/8Upy1hXiANs/S220/Cinq%C3%BCenten%C3%A1rio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-2959065529437988769</id><published>2009-01-15T11:18:00.000-02:00</published><updated>2009-01-15T11:20:58.647-02:00</updated><title type='text'>RICARDO MORREU</title><content type='html'>Ricardo Montalbán. E perguntam: - Quem? Ricardo Montalbán, o Sr. Roarke da Ilha da Fantasia. É, aquele carinha que ficava junto com o anão  Tattoo e era meio que Deus por aquelas ilhas. Um Deus bon-vivant, é verdade. Mas aí o Tattoo seria um Jesus Cristo baixinho e os caminhos a serem trilhados nesta crônica seriam outros. Mesmo porque Deus age por caminhos misteriosos, como dizem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Ricardo Montalbán foi um grande ator dos anos 50. Um Galã da Metro, o que não é pouco para as moçoilas dos  tempos pós-guerra. E um galã com nome de Ricardo, que ainda por cima soa familiar por estas paragens. Hoje se diria latino ou hispano-americano, o grande hipócrito-eufemismo, para usar um eufemismo hipócrita. Um galã importado do México.  Mas as moças babavam pelo Ricardo. E os rapazes babavam pelas moças. Acho que era assim naquele tempo. Depois é que tudo ficou mais confuso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Ricardo Montalbán morreu. Fez dezenas de filmes e mais outros tantos para&lt;br /&gt;a tevê durante toda a sua vida. Entre tantos trabalhos, do “Verdugo de Sevilha” até “Jornada nas Estrelas”, ficou na memória a Ilha da Fantasia. Que, bem ou mal, me lembra outra ilha. E quem me lembraria Ricardo Montalbán o galã? O deus de uma ilha só?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-2959065529437988769?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/2959065529437988769/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=2959065529437988769&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2959065529437988769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/2959065529437988769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2009/01/ricardo-morreu.html' title='RICARDO MORREU'/><author><name>Cicero Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18256486096937243657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_QNDPdcumm60/SVV1XlAXZEI/AAAAAAAAAIk/8Upy1hXiANs/S220/Cinq%C3%BCenten%C3%A1rio.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-145489242552778710</id><published>2008-12-26T22:23:00.001-02:00</published><updated>2008-12-26T22:26:40.387-02:00</updated><title type='text'>AS ÚLTIMAS PRAIAS DO VELHO CASCAES  </title><content type='html'>&lt;meta equiv="Content-Type" content="text/html; charset=utf-8"&gt;&lt;meta name="ProgId" content="Word.Document"&gt;&lt;meta name="Generator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;meta name="Originator" content="Microsoft Word 10"&gt;&lt;link rel="File-List" href="file:///C:%5CDOCUME%7E1%5Ccicero%5CLOCALS%7E1%5CTemp%5Cmsohtml1%5C01%5Cclip_filelist.xml"&gt;&lt;!--[if gte mso 9]&gt;&lt;xml&gt;  &lt;w:worddocument&gt;   &lt;w:view&gt;Normal&lt;/w:View&gt;   &lt;w:zoom&gt;0&lt;/w:Zoom&gt;   &lt;w:compatibility&gt;    &lt;w:breakwrappedtables/&gt;    &lt;w:snaptogridincell/&gt;    &lt;w:wraptextwithpunct/&gt;    &lt;w:useasianbreakrules/&gt;   &lt;/w:Compatibility&gt;   &lt;w:browserlevel&gt;MicrosoftInternetExplorer4&lt;/w:BrowserLevel&gt;  &lt;/w:WordDocument&gt; &lt;/xml&gt;&lt;![endif]--&gt;&lt;style&gt; &lt;!--  /* Style Definitions */  p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal 	{mso-style-parent:""; 	margin:0cm; 	margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:12.0pt; 	font-family:"Times New Roman"; 	mso-fareast-font-family:"Times New Roman";} @page Section1 	{size:612.0pt 792.0pt; 	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt; 	mso-header-margin:35.4pt; 	mso-footer-margin:35.4pt; 	mso-paper-source:0;} div.Section1 	{page:Section1;} --&gt; &lt;/style&gt;&lt;!--[if gte mso 10]&gt; &lt;style&gt;  /* Style Definitions */  table.MsoNormalTable 	{mso-style-name:"Tabela normal"; 	mso-tstyle-rowband-size:0; 	mso-tstyle-colband-size:0; 	mso-style-noshow:yes; 	mso-style-parent:""; 	mso-padding-alt:0cm 5.4pt 0cm 5.4pt; 	mso-para-margin:0cm; 	mso-para-margin-bottom:.0001pt; 	mso-pagination:widow-orphan; 	font-size:10.0pt; 	font-family:"Times New Roman";} &lt;/style&gt; &lt;![endif]--&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Guardinhas passam rente ao meu espaço. Guardas municipais de bicicleta. Bem-vindos eles aqui com seus capacetes estranhos e óculos escuros. Palmeiras à direita e Itaguaçú à esquerda. Estou entre as duas. Olhando o mar, o céu e as montanhas lá, aproximando o horizonte.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;No mar calmo, crianças brincam entre as pedras e delas pulam na água. Banham-se entre as bruxas de Itaguaçú. Coisa que soaria até poético, não estivesse este ano as duas últimas praias do Continente entrando no rol das águas impróprias. Foi o que traduzi do relatório da Fatma, indicadas com carinhas quadradas e tristes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;São nossas praias poluídas por nós mesmos. Por nossos próprios excrementos. Uma a uma, as praias que aqui estão desde antes dos açorianos chegarem. Desde antes dos carijós ou mesmo dos casqueiros. Uma a uma elas estão perdendo sua vida, seus peixes, suas lendas. No final do ano em que saudamos o centenário do velho Cascaes, matamos as suas águas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;Continuam lindas ainda estas nossas praias. Com suas pedras, suas gaivotas, seus pés de abricós e suas estranhas frutinhas com gosto de lembranças de pães, avós e sementinhas de gomos de madeira. Continuam lindas ainda estas nossas praias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="" lang="PT-BR"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"&gt;&lt;span  lang="PT-BR" style="font-size:9;"&gt;dez’08&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-145489242552778710?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/145489242552778710/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=145489242552778710&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/145489242552778710'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/145489242552778710'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2008/12/as-ltimas-praias-do-velho-cascaes.html' title='AS ÚLTIMAS PRAIAS DO VELHO CASCAES  '/><author><name>Cicero Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18256486096937243657</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_QNDPdcumm60/SVV1XlAXZEI/AAAAAAAAAIk/8Upy1hXiANs/S220/Cinq%C3%BCenten%C3%A1rio.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-16929579.post-112739844414250681</id><published>2005-09-22T11:13:00.000-03:00</published><updated>2005-09-22T11:14:04.146-03:00</updated><title type='text'>Sonhos</title><content type='html'>Na cama (improviso na sala) dormem&lt;br /&gt;e vivem os sonhos – não posso alcançar&lt;br /&gt;O sono profundo dos extenuados,&lt;br /&gt;resumo antevisto deste longo dia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aventuras infindáveis e até descobertas&lt;br /&gt;quais conteriam, tão curto este sábado?&lt;br /&gt;Tudo reduz quando tanto se cresce...&lt;br /&gt;ou perdemos nós outros o brilho de olhar?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No fundo do fundo do sono pesado&lt;br /&gt;quem visitam eles, em trilhas distantes?&lt;br /&gt;Duendes e fadas ou talvez Pokèmons?&lt;br /&gt;Ou será a lagarta pequena e frágil&lt;br /&gt;que chegou por um fio e se foi num repente?&lt;br /&gt;Ou brasa encarnada? ou vento atroz?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seriam os sonhos habitados de heróis?&lt;br /&gt;Estariam, ou então, as pessoas humildes&lt;br /&gt;de branco na praia, rituais oferendas?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vai ver vivem príncipes, princesas e bruxas&lt;br /&gt;Talvez os cachorros e os urubus&lt;br /&gt;de negros vestidos – cavalos dos deuses&lt;br /&gt;buscando os restos que a praia acolheu?&lt;br /&gt;Talvez o mendigo que eles não viram&lt;br /&gt;-  Será que não viram...?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sonho eles partem por trilhas distantes&lt;br /&gt;Em que não alcanço&lt;br /&gt;                            ou talvez lá já esteja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/16929579-112739844414250681?l=cicerofranco.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cicerofranco.blogspot.com/feeds/112739844414250681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=16929579&amp;postID=112739844414250681&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/112739844414250681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/16929579/posts/default/112739844414250681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cicerofranco.blogspot.com/2005/09/sonhos.html' title='Sonhos'/><author><name>Cicero Luis Doten Franco</name><uri>http://www.blogger.com/profile/10987778242371521000</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='30' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_FKf6T96S1Hs/SNOd2KpfkFI/AAAAAAAAAAM/XSrnNTGPJq0/S220/Cinquenten%C3%A1rio+2006.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
